sábado, 8 de junho de 2013

Capítulo 12 - Te Amar

Pensei que ele me levaria direto para casa, porem me enganei, ficamos horas de frente a escola dentro daquele carro, Justin me beijava com rapidez e volúpia, como se estivesse contando cada segundo para me beijar, ele me agarrava com uma mão em minhas costas e a outra na cintura, me puxava forte fazendo com que nossos corpos ficassem ainda mais próximos, separamos rapidamente , mas só deu tempo de recuperar o folego pois ele voltou a me beijar novamente. Suas mãos eram inquietas sob meu corpo, porem eu impedia que ele me tocasse com mais intimidade, ele por sua vez não insistiu, mas seus beijos eram mais quentes do que qualquer outro que havia me dado.

– Temos que ir.-    disse ofegante. Ele também recuperava o folego, e soltou um "hum", como resposta.

Chagamos rápido á minha casa, mas antes que eu pudesse sair do carro, ele me pegou pelo pulso, me puxando devagar, e me dando um beijo calmo, do qual não havia apenas luxuria, pudia jurar que não era apenas desejo o que ele sentia, ou eu apenas estava me iludindo, querendo que ele sentisse o mesmo que eu sentia, mas ele não parecia facilitar, enquanto que acariciava com as costas da mão o meu rosto. Assim que nos separamos, tratei logo de me recompor. Ele me olhou de canto.

– Não quero mais vê-   la com ele. -    disse, enquanto eu abria a porta do carro, então o olhei.

–Mas ele é meu amigo, não tem como evit-  

– Selena, não comece a questionar, não quero te ver com ele, e nem com outro garoto. -    o seu tom autoritário, me fez sair do controle.

– E porque?-    preguntei chateada. Ele deu seu riso de canto.

– Por que eu sou egoísta. E você é minha, conforme-   se com isso.-    bufei de raiva, o sorriso em seus lábios apenas se alargaram mais, me fazendo por breves instantes me perder.

– Eu sabia que seu jeito marrentinha e irritante, iria voltar a qualquer hora. -    suspirei e sai do carro batendo a porta em seguida. Mas ainda deu para visualizar aquele sorriso radiante que eu nunca havia presenciado em seus lábios, e por que eu estava feliz em fazê-   lo sorrir daquele jeito?! Ele era um machista autoritário, arrogante, ignorante, egoísta -  como ele mesmo disse-  , dentre outros adjetivos.

Quando entrei em casa encontrei minha mãe sentada á mesa, bebendo café. Graças a kami, as coisas estavam começando a dar certo, minha mãe tentava largar seu vicio, e por mais que eu soubesse que não seria tão fácil assim, pelo menos ela estava tentava.

–Nossa que sorriso enorme é esse?-   ela me perguntou, estranhando o fato de ter me visto mais cedo triste, e agora eu estar feliz.

– Não é nada. -   falei subindo as escadas, enquanto sentia minhas bochechas esquentarem.

Me joguei na cama, e fiquei a pensar em diversas, coisas. Como o porque dele ter me evitado, algumas vezes que o olhava, ou o que fez ele der repente me pedir desculpas. Nossa, havia tantas perguntas das quais eu não teria coragem de perguntar. "Talvez um dia"-   pensei, logo em seguida me perdendo nas recentes lembranças daquela tarde.



...




Mesmo que as coisas estejam mais diferentes agora, a realidade vem rude como um tapa em meu rosto! Ninguém sabe o quão difícil é vê-  lo do lado dela, vê como ela o abraça e mesmo que ele me olhe com certo tipo de receio, corresponde as caricias dela. Até porque ela nada mais é do que a NAMORADA dele, e tudo que eu sou é um de seus casos, e o pior de tudo é saber que não tem mais volta, não adianta mais me enganar, eu estou completamente apaixonada por ele. Quando estamos juntos no bosque conversamos, é como se o tempo parasse e me dava uma grande satisfação de saber que ele confiava em mim; Ele falava sobre sua mãe e quanta falta sentia dela, eu também contava do meu pai e o quanto as coisas ficaram ruins quando ele morreu.

Mas não era assim tão fácil conversar quando ele queria apenas me beijar, e o pior é que dentre beijos surgem caricias intimas, que por mais que eu tente não consigo me desviar, porem, por mais que as coisas estivessem cada vez mais quentes, eu não me entreguei, por mais que eu gostasse dele e sentisse que ele retribuía, tudo ainda era muito incerto, até por que, ele poderia estar apenas encenando comigo, mas se seu objetivo era me conquistar, infelizmente ele conseguiu. Por mais que essas coisas me entristecesse, ele conseguia apagar da minha mente com apenas um beijo, de tanto é o seu poder sobre mim. As vezes eu me assustava comigo mesma, quando meu coração disparava sem previsto, só de vê-  lo, de estar com ele. "Droga". Por que as coisas não poderiam ser mais fáceis?

Porém tem vezes que eu consigo fingir. É, fingir. Fingir que não sinto nada, fingir que seus toques não significam nada, mesmo que minha pele tremesse com apenas um carinho no rosto. Mas ele sabia, eu sei que ele sabia, sabia que eu era fraca, e que nesse jogo que ele mesmo inventou, á muito tempo já tem um vencedor, e que só agora eu fui perceber.


O sinal soou alto como sempre, fazendo com que a porfº Angela parasse bem no meio de uma explicação.

–Bem pessoal, é isso! Não se esqueçam de estudar para as próximas avaliações.

Os alunos apressados, já estavam fora da sala, restando só eu, Demi, Ashley e Miley que andávamos calmamente pelo corredor.

–Bem meninas, tenho que ir. -   falei, acenando para elas, que iam descendo as escadas seguindo para o refeitório, enquanto que meu destino era outro. A sala de estudo. Eu estava me arriscando, mas era por uma boa causa, eu estava mentindo, só que agora não era para Ash o e nem para as meninas, e sim para 'ele'. Justin as vezes tinha razão de me chamar de insistente, por que não sou de desistir das coisas de uma hora para outra, e eu prometi que ajudaria um amigo, e não era Justin Bieber que me faria mudar de ideia.

Assim que entrei na sala, de longe vi seus cabelos castanhos, ele lia alguma coisa no caderno que estava na mesa, mas assim que ouviu meus passos, me olhou com aqueles olhos gentis e com um sorriso nos lábios.


–Espero que eu não tenha demorado. -   falei me sentando à sua frente.

–Não, eu cheguei quase agora. -   falou, com um sorriso um pouco tímido. E podem a creditar, eu também me sentia acanhada com ele por perto, talvez pelo simples fato de saber que ele sente algo por mim. É, as coisas são meios complicadas, e mesmo que ele tenha dito que se conformaria apenas com a minha amizade, eu sentia uma certa esperança nos seus olhos castanhos.

–E como é que foi o teste ontem? -   perguntei querendo tirar aqueles pensamentos da minha mente.

–Não foi tão difícil assim, é claro que sem a sua ajuda eu nem teria conseguido ler a questão. -   sorri um pouco.

–Não exagera, você esta se saindo um ótimo aluno.-   falei sinceramente.

–Isso por que você é uma ótima professora. -   sua voz saiu divertida, apenas balancei a cabeça negativamente. -   E também uma garota maravilhosa,-   seu tom foi mais serio, enquanto me encarava,-   Sem dizer o quanto é linda.

Olhei para mesa, sentindo minha face pegando fogo, mas ao mesmo tempo sentia uma certa tristeza, por mais que eu tentasse ser apenas uma amiga, eu sentia que estava lhe dando esperanças. Até por que ele acha que sou solteira, e talvez tivesse achando que o motivo de negação, era minha timidez. Ele percebeu do jeito que fiquei, e logo pegou o caderno, dizendo que teve uma questão que havia tido mais dificuldades no teste, quebrando a tensão que havia pairado no ar.

O sinal não demorou muito para anunciar o termino do intervalo, me despedir de Taylor e fui para o corredor que dava para minha sala, por sorte Justin nunca perguntou o por que de não me ver no intervalo, e na verdade eu não sei o que inventaria se o mesmo me perguntasse. Havia poucos alunos na sala quando entrei, em seguida vieram Ashley, Miley e Demi.

–E aí como foi ser professora hoje?-   Ash perguntou baixo com um ar de graça.

–Engraçadinha.-   disse. -   Ha, eu já disse que ele é um excelente aluno, só falta praticar mais álgebra.

–É eu sei que ele é muito 'excelente'. -   Demi disse maliciosamente.

–Eu nunca vou intender por que a Selena não da uma chance para o Taylor. -   disse Miley, um pouco desconfiada.

–O fato é que ela não gosta dele, não adianta, se eu não conhecesse-  a tão bem, diria que tem outro garoto na jogada.

–E por que não poderia ter? -   Demi pergunta. Ash me olhou e sorriu.

–Por que obviamente eu seria a primeira a saber.-   a loira disse, me olhando com um ar de certeza.

–Convencida...-   Demi brincou.

–Mas é a pura verdade, não é Selena? -   forcei um pequeno sorriso, e balancei a cabeça positivamente. “ Droga!”  sabe odeio mentir, mas parecia que ultimamente era só o que eu sabia fazer. Mentir para Ashley, Demi e Miley, mentir para Taylor, e agora mentir para o Justin. Abaixei a cabeça tristemente, enquanto o profº Asuma entrava na sala com o restante dos alunos.

A aula como sempre seguiu normalmente, alguns alunos palhaços fazendo perguntas bobas, outros conversando paralelamente, e as lideres de torcidas fazendo charme para os jogadores. Logo a aula terminou, porem em seguida teríamos aula extra de álgebra.

Para adiantar o professor pediu para fazermos grupos de seis e resolvermos uma folha de exercícios. Chaz, Taylor e Russo se juntaram a mim, Demi e Ash. É claro que eu não disse nada, mas por dentro me sentia temerosa, Justin não gostava de me ver perto do moreno e já deixou isso bem claro, porem havia ocasiões em que eu não poderia fazer nada , e além do mais eram meus amigos, não os trocariam por um mero capricho de Justin, até por que com certeza agora ele deveria estar sentadinho do ladinho de sua querida namorada! Bufei de raiva. Pois é, eu tenho ciúmes sim, droga eu não sou de ferro!!! Saí de meus desvaneio com um olhar risonho disfarçado de seriedade que Taylor me lançava.

–É, fiquei sabendo por ai que a Selena ensina muito bem. -   ele diz sério, disfarçando o sorriso, enquanto a loira e a morena riam de mim, que ficava olhando pros lados totalmente corada. Chaz e Russo apenas se entreolharam, sem saber o que estava acontecendo.

– Vamos gente sem palhaçadas, temos que resolver logo isso. -   disse pegando as folhas que o professor havia distribuído.

–Ok, profª. -   a loira diz risonha. Apenas revirei os olhos.

Começamos a resolver os exercícios, quando havia duvidas uns perguntavam por outro.

– Nossa como você consegue hein? Resolver com tanta facilidade?-   Taylor me perguntou vendo minha folha quase pronta.

– Eu também não sei, apenas faço.-   disse.

– É raro.-   ele diz. -   Encontrar uma menina tão inteligente e linda.

–Ai que bunitinho!-   Demi e Ash diziam, enquanto Chaz e Russo riam, da minha timidez, é claro.

– Ah gente, para!!!-   falei ainda mais envergonhada, que acabei deixando o lápis cair. Quando fui pegar Taylor se adiantou e inconsequente minha mão ficou por cima da sua, tirei minha mão da sua rapidamente e quando ele riu da minha vergonha, acabei olhando para o outro lado, mas de imediato me arrependi. Ele estava no final da sala, de frente para mim, junto com seus amigos, enquanto sua namorada estava a sua frente falando algo que com certeza ele não escutava, seus braços estavam cruzados e sua face de traços perfeitos, mostrava o quão furioso estava. Desviei o olhar, em seguida suspirando pesadamente.

–O que foi?-   Demi perguntou.

– Nada.-   respondi, forçando o ânimo. Taylor também pareceu perceber alguma coisa, mas não disse nada.

O sinal logo tocou, fazendo todos ficarem agitados, comecei a guardar minhas coisas dentro da mochila.

– Selena por que não vai na minha casa hoje? -   a loira perguntou fazendo biquinho.

–Que horas?-   perguntei, pondo a minha mochila nas costas.

– Podemos ir agora mesmo, já falei com Demi, assim podemos estudar para o teste de amanhã. -   é, eu poderia até ir agora, mas eu tinha que encontrar com o Justin, e isso eu não poderia falar com a Ash ,

– Poxa agora não da, eu tô cheias de coisas para fazer em casa. -   falei tão tranquila, que me odiei por estar mentindo com mais facilidade.

– Ok, mas não demora hein. -   ela disse.

Fomos juntas até os portões do colégio, minha sorte era que a casa de Demi e Ash eram oposta ao caminho da minha. Mas tudo que eu fiz foi da a volta contornando o instituto, para em seguida entrar por traz. Assim que entrei no 'bosque', olhei ao redor e não o vi, então pus minha mochila no chão e fiquei o esperando, olhei mais uma vez em volta. O sol estava fraco e a brisa corria um pouco gelada, fazendo os meus cabelos esvoaçarem, fiquei entertida olhando umas rosas brancas que cresciam ali perto, eram lindas, fui até elas e peguei uma, mas quando me virei tomei um belo susto quando dei um encontrão com Justin.

– Que susto. -   falei me recompondo. Mas ele não riu por ter me assustado, pelo contrário sua face estava raivosa.

– Eu te disse que não queria te ver mais com aquele idiota.-   falou jogando, a mochila, que estava em seus ombros, no chão.

– O que você queria que eu fizesse? Que me sentasse longe sem mais nem menos? -   falei, obviamente.

– Sabe qual foi minha vontade? Ter quebrado a cara dele, e ter te arrastado de la. Até por que você parecia muito contente. -   disse segurando forte os meus ombros.

– Ele é meu amigo, será que você não entende?-   falei, me afastando para que ele me soltasse, mas tudo que ele fez foi me segurar com mais força.

– E será que é muito difícil você entender que te quero longe daquele imbecil?-   ele me trouxe mais para perto. -   Sabe o que você vai fazer? Vai dizer que quer ele longe, entendeu?

– Não.-   falei vendo surpresa em seus olhos.-   Por que isso seria mentira. -   ele contorceu a face de raiva. -   Ele é meu amigo e me trata muito bem. -   para minha surpresa tudo que Justin fez foi rir, de deboche é claro.

– As vezes te acho tão esperta, mas outras vezes você parece tão ingênua.-   ele dizia balançando a cabeça negativamente. -   Quando um garoto ta afim, ele se torna o cara mais legal do mundo. -   disse ironicamente.

– É, mas parece que nem todos são assim, não é mesmo? -   falei sorrindo ironicamente. Ele bufou.

– Chega Selena! Você é minha, e não quero mais te ver com ele. E você sabe muito bem o que pode acontecer, ou se esqueceu?

– Ok, se já deu seu recado agora eu tenho que ir. -   disse querendo me soltar, mas ele me agarrou ainda com mais força, chegando a me machucar.

– Para Justin, está me machucando. -   disse e debatendo.

– Pra que tanta pressa? Vai se encontar com ele?-   ele me empresou na árvore.

–Não é nada disso. -   disse o empurrando.

Ele frouxou o aperto em meus ombros e me olhou intensamente me fazendo ficar pressa em seus olhos.

–Você é minha. -   disse chagando mais perto, -   só minha. -   sussurrou, em seguida me beijando com desejo. Sua língua percorria por toda minha boca num ritmo rápido, tornando difícil acompanhá-  lo. Suas mãos deslizaram chegando em minha cintura, me trazendo para mais perto. Separou seus lábios dos meus, mas eu continuei de olhos fechados, ofegante.

Senti mordendo de leve meu queixo, e depois disferindo beijos pelo meu pescoço fazendo meu corpo todo se arrepiar, minhas pálpebras continuavam cerradas, enquanto que da minha boca saiam suspiros baixos. Ele olhava para minha boca que seu polegar contornava devagar, para logo me beijar com a mesma intensidade de antes, minhas mãos estavam em suas costas acariciando-  as, ele parecia inclinar meu corpo e quando me dei conta, já sentia a grama em minhas costas e Sasuke deitado em cima de mim, dando leves mordidas no meu pescoço, suas mãos serpenteavam por debaixo da minha blusa, acariciando minha barriga, subindo devagar até alcançar meus seios cobertos pelo sutiã, e antes que eu pudesse protestar ele já abrira o fecho, mordi meu lábio inferior quando senti suas mãos acariciando meus seios, seus polegares faziam movimentos circulares em meus mamilos que já estavam eretos, gemi baixinho quando ele pressionou ambos com os polegares. Ele desceu uma das mãos acariciando, por cima da calça jeans, minha perna direita e logo afastando-  a para que seu corpo másculo ficasse no meio de minhas pernas. Arfei quando senti-  o excitado. Ele começou a subir minha blusa, e foi isso que me acordou.

– Não Justin! -   disse o empurrando para o lado. Eu ainda estava um pouco ofegante, mas logo me ajeitei e fechei o fecho do sutiã. Ele fechou os olhos respirando profundamente.

– Ok. -   disse se levantando.

Ele não estava bravo, mas também não estava feliz. Eu odiava quando isso acontecia, sempre ficava um clima estranho, e eu sabia que ele ficava mau humorado, mesmo que não falasse besteiras como me disse na festa do Ryan, mas eu não iria nada além que isso. Eu não podia! Não podia me entregar para alguém que só sentia nada mais do que desejo por mim, eu não queria me machucar ainda mais.

Peguei minha mochila, e ia ao seu lado sem encará-  lo, mas percebia que ele me olhava de canto. Quando já estávamos de frente para o carro, abri a porta me sentando no banco e em seguida fechando-  a, ele logo entrou, e deu partida. Fiquei quieta olhando pela janela, as ruas, mesmo que soubesse que ele ainda estava me olhando.

– O que foi? -   perguntou ainda olhando para frente.

Suspirei pesadamente.

– Não quero mais que isso aconteça.-   soltei, o encarando. Ele me olhou sem entender. -   O que aconteceu á pouco, não quero que aconteça mais.

–Impossível. -   falou tranquilamente.

-   Por que? Não é tão impossível assim, no começo as coisas eram diferentes, podemos ficar como no começo. -   disse tentando ficar calma.

– Não. -   disse indiferente.

–Mas por que?-   falei alterada. Ele apenas sorriu de canto.

– Esta com medo de se render?-   ele me perguntou com ar de graça.

– Mas é claro que não!-   falei, sentindo minha face queimar, mas eu não sabia se era de raiva ou vergonha.

– Não me faça rir. -   disse sarcástico.

Cruzei os braços, frustrada.

– É serio, Justin! Não quero que aconteça de novo.

Ele parou o carro em frente minha casa, e em seguida me olhou de canto.

– Não é isso que seu corpo diz quando te toco. -   disse convicto, por que ele sabia que eu não teria como negar tal fato. Abaixei os olhos me sentindo uma fraca, como sempre ele me tinha nas mãos, mas...

– Entenda. -   meu timbre saiu mais serio, capitando sua atenção. -   As coisas não irão mais além. Beijos e toques são coisas relevantes tanto para você quanto para mim. -   seu olhar agora era surpreso. -   Mas, Justin, algo mais intimo significa muito para mim, e não farei sexo em uma relação que não há sentimentos. -   falei tentando não vacilar. Ele apenas respirou profundamente.

–É inevitável. Eu te desejo muito. -   ele me olhava nos olhos. Desejo. Por mais que eu soubesse que essa era a única coisa que ele sentia por mim, eu sentia uma faca apunhalando meu coração. Ele tentou se aproximar para me beijar como sempre fazia antes que eu saísse do carro, porem dessa vez eu o empurrei.

–Tenta. -   disse secamente, abrindo a porta do carro e em seguida saindo.

Não olhei para traz, atravessei a ruas em passos rápidos, entrei em casa e sem conter descontei minha raiva na porta que bateu com força. Sentei-  me no sofá respirando profundamente e contia minhas lágrimas. Droga! O que eu era por acaso? Uma garota chorona? Não. Nunca fui assim e não seria por isso que me tornaria uma. Eu sempre soube que ficar chorando num canto pelo resto da vida, não adianta nada. É simplesmente uma perda de tempo total. Ainda mais no meu caso. Agora ele deve estar indo para casa, e quem sabe quando chegar em seu quarto encontre uma surpresa ruiva, que com certeza Justin se livraria de todo seu 'desejo'. Bem essa é a realidade.

Subi as escadas indo para meu quarto, ainda tinha que me encontrar com Ash e Demi, que já deviam estar á minha espera. Tomei um banho rápido, enrolei-  me na toalha, abri o guarda roupa, escolhi por uma calça jeans escura junto a uma blusa azul claro de mangas curtas. Peguei meu caderno de química e saí.

A casa de Ashley não era longe da minha, em dentro de 20 min eu já estava em frente sua porta de madeira polida. Eu ri lembrando-  me o quanto Ash e sua mãe são parecidas em alguns aspectos, a casa era de um tom rosa bebê o jardim era muito bem cuidado. Apertei a campainha esperando ser atendida, e percebendo quanta falta eu sentia daquele lugar, eu e Ash fomos praticamente criadas juntas, era sempre aquela coisa de uma estar na casa outra, até que meu pai morreu e as coisas ficaram bastantes complicadas, porem ela esteve sempre ali, do meu lado. E agora eu estava a traindo. Mesmo que ela não seja namorada dele, e estivesse tentando algo com Justin Russo, eu ainda me lembrava do primeiro dia em que ela viu o Bieber, ele acabara de chagar na sala de aula bem atrasado, vinha com aquele jeito arrogante e claro com sua jaqueta de couro, a loira estava ao meu lado e via seus olhos cintilarem.

– Meu deus ele é lindo! -   dizia sonhadora.

– Ele é só um arrogante presunçoso. -   disse, e acho que foi bem audível, por que vi Justin me olhar de canto por um breve segundo.

Balancei a cabeça negativamente com essa lembrança, no final das contas Ash com certeza largaria tudo por Justin eu ainda via isso em seus olhos quando ela, mesmo que disfarçasse, o observa de longe. E eu, sua melhor amiga, estou presa á ele, por um segredo e pelo meu coração.

A loira abriu a porta com um sorriso nos lábios, vi Demi logo atras dela.

– Até que em fim Selena. -   Ash disse abrindo espaço para mim entrar.

– Selena. -   vi a mãe da minha amiga vindo a meu encontro, ela me abraçou como sempre fez quando me via. -   Como esta sua mãe? -   disse com um olhar meio preocupado.

– Esta bem. -   disse, sabendo que de um modo ela intenderia.

Subimos as escadas que dava para um pequeno corredor onde dividia os quartos, entramos no de Ash, que já estava com as portas abertas, o cômodo estava do mesmo jeito que me lembrava, uma cama de solteiro ao lado uma penteadeira, um guarda roupas, e as paredes pintadas de um tom lilás, cortinas brancas e uma televisão em cima de um pequeno reque.

– Ainda me lembro de como ficávamos cheias de medo vendo filmes de terror.-   a loira disse, com um sorriso brincando em seus lábios.

– Bem era você que morria de medo. -   falei lembrando que quando aparecia cenas fortes, Ash dava gritinhos histéricos.

– Ah só você mesmo para não ter medo desses filmes horríveis.

– Bem, eu também não tenho. -   Demi disse sorrindo, com a cara de indignação que a loira fez.

– Ok, é melhor começarmos logo se não ficaremos discutindo a tarde inteira. -   falei pegando meu caderno.



...



Ficamos estudando durante um bom tempo, é claro que também falávamos sobre assuntos banais, Ash ainda inventou de ir para cozinha preparar um brigadeiro, Demi e eu estávamos ajudando-  a quando ela disse uma coisa que nos fez ficar surpresas.


–Acho que vou dar uma chance para o Russo. -   disse despejando o brigadeiro quente que estava na penela para o prato.

– Ué, eu pensei que vocês já estavam se pegando. -   a ruiva falou um pouco surpresa.

–Bem, só ficamos uma vez, e foi por que ele insistiu muito, mas talvez ele mereça uma chance. Mas...

– Mas..., o quê? -   perguntei.

– Ele não faz meu tipo. O Russo é legal, bonito e tal, -

– Mas o seu tipo é um que usa jaqueta de couro e sai por aí quebrando corações. Acertei? -   Demi falou. –Cara sai dessa! Não precisa ser com o Russo, mas ficar presa na do Bieber não da né? Ele é um arrogante que sai por aí pegando as garotas como se trocasse de roupas. Você queria ser mais uma nas mãos dele? -   ela perguntou olhando para Ash, já a loira estava com os olhos marejados, e eu estava segurando para que os meus não ficassem.

–Não é tão facil assim Demi, eu queria tanto que ele me notasse.

– Esquece ele Ash! -   falei um pouco nervosa. -   Pare com isso, ele não te merece. Na verdade não merece nem mesmo a esnobe da Jasmine.

–Nossa! -   escutei Demi dizer.

– Por que diz isso Selena? -   vi que Ash parecia desconfiada, talvez por que eu tenha ficado muito nervosa.

– Por que é verdade. -   disse agora mais calma.

– A Sel tem razão.

– Sim, vocês duas tem razão. Mas e você Demi? Como vai com Chaz? -   por mais que Ash mudasse de assunto eu ainda podia ver tristeza em seus olhos azuis.

–Bem ele é bem legal, mas não vou mentir. Eu ainda penso naquele arrogante!-   disse a ultima frase, quase cuspindo as palavras.

– É, parece que as coisas não estão bem para nós. -   Ash disse sem esperanças.

–Agora mudando um pouco de assunto, que horas deve ser aquelas apresentações amanhã? -   perguntei.

– É mesmo, amanhã tem aquelas apresentações. -   a loira disse batendo na testa. -   Poxa eu disse para mim mesma que esse ano eu iria me apresentar, mas acabei esquecendo.

– Ah Ash, só você mesmo. -   disse rindo.

– O bom é que não teremos aulas, só faremos o teste de química! Aí é só ficar vendo algumas apresentações, se bem que umas são bem divertidas! -   a morena disse.

– Será que as líderes de torcida farão aquelas dancinhas de piriguetes de novo? -   Ash perguntou. -   Por que se for vou logo preparando alguns tomates. -   eu e Demi rimos.

– Eu gosto mesmo é dos poemas. Ano passado lembro que Miley leu um lindo. -   disse lembrando-  me. -   Eu nunca teria coragem de me apresentar, -   falei tendo calafrios só de me imaginar naquele palco.

– Gente o papo esta muito bom, mas eu tenho que ir. -   Demi disse se espreguiçando.

– Nem pense nisso, você vai comer o brigadeiro primeiro! Acha que eu fui para a cozinha atoa? -   a loira disse brincalhona.



...



Ainda ficamos mais um tempo na casa de Ash, comendo brigadeiro e falando de varias opções sobre as apresentações que vão ter amanhã. Quando já era por volta de 20:40h, Demi e eu nos despedimos de Ash, a morena me ofereceu uma carona, dentro de alguns minutos eu já estava entrando em casa.

Assim que entrei em casa encontrei minha mãe sentada no sofá passando alguns canais impacientemente pelo controle remoto. Ela parecia inquieta, vestia uma blusa branca e uma calça legin preta, seus cabelos estavam presos em um coque. Vi que desviou a atenção da tv assim que me viu.

–Onde estava? -   me perguntou séria.

– Na casa de Ashley, estudando com ela. -    falei pondo minha mochila em cima da mesa.

– Consegui um emprego. -    falou tentando desfaçar sua angustia com um sorriso.

Eu sabia do por que dela esta inquieta, hoje também fazia mais de 2 semanas da qual minha mãe estar sem beber, e pelo seu jeito estava sendo difícil, ela estava sempre procurando algo para se ocupar. Eu sentia que ela era como um cristal na beira de um abismo, prestes a cair.

–A senhora vai conseguir. -    falei seria, ela abaixou os olhos entendendo do que eu falava. – Eu sei que a senhora vai conseguir.

– Eu vou tentar, por você minha filha. -    seus olhos já estavam marejados, fui até ela, sentando ao seu lado.

– Por você também, por que mesmo que a senhora tenha errado, ainda a amo do mesmo jeito. -    vi uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Ela me abraçou fortemente, e eu sorri, como não sorria á anos.



...



Bocejei enquanto me levantava, o sol estava fraco mas a claridade invadia meu quarto. Peguei minha toalha e fui para o banheiro, tomei um banho um pouco demorado, vesti o uniforme, penteei meus cabelos deixando-   os soltos, passei lápis de olho, e um gloss rosa escuro que ganhei de Ash alguns dias atras. Enquanto descia as escadas, abri um sorriso quando senti o cheiro das panquecas.

–Nossa você demorou. -    minha mãe disse botando algumas panquecas em meu prato, eu peguei o mel e botei uma boa quantidade em cima de uma.

–Exagerei no banho. -    disse mordendo um pedaço, antes eu não fazia ideia do quanto sentia falta disso. Ela sentou em minha frente, me olhou.

– Filha me fale sobre seu namorado. -    é, agora eu me engasguei.

– Eu não tenho namorado. -    disse, mas era estupidez mentir. Ela arqueou uma das sobrancelhas, e cruzou os braços, como sempre fazia quando sabia que eu estava mentindo.

–Ok, é só um garoto, er bem que eu estou conhecendo. -    falei tropeçando nas palavras.

– Selena  eu te conheço, você não faz o estilo que esta apenas 'conhecendo' um garoto, e chega em casa com marcas no pescoço. -    engulhi em seco. Falar a verdade estava fora de cogitação, e mentir estava ficando cada vez mais complicado.

– Esta bem, somos namorados. -    disse me esforçando para não vacilar.

– Ok, mas algo me diz que esta escondendo algo, mocinha! Mas tudo bem, eu não vou desistir. -    suspirei de alivio por ela não ter perguntado mais nada. Peguei minha mochila.

– Já vou. -    falei dando um beijo em seu rosto.

Sai de casa, e me surpreendi ao ver o carro de Justin do outro lado da rua. Atravessei, e quando estava perto ele abriu a janela.

– Mas o que vo-  

– Entra Selena. -    disse seriamente me interrompendo.

– Mas-    sua face transbordando impaciência me fez me calar.

– Ok. -    disse, entrando no carro, sentando ao seu lado. Então ele me olhou seriamente.

– Me diz que você não ficou dando mole pra aquele idiota de novo! -    disse com raiva.

– Eu nunca dei mole para ninguém! -    falei, um pouco nervosa.

– Não é isso que os amiguinhos dele disseram lá no treino ontem.

– Chega Justin! Eu já disse que Taylor é meu amigo. -    falei sem abaixar a cabeça, o encarando do mesmo jeito que ele me encarava. Ele me pegou pelo pulso, com força me machucando.

–E eu já disse que não quero ver você com ele, mas que merda! -    ele estava com muita raiva, tão bravo como no dia em que me viu com Taylor sentada naquele banco. Eu respirava rapidamente, por mais que o conhecesse eu ainda não tinha me acostumado com o seu jeito bruto.

Respirei profundamente, e olhei intensamente em seus olhos cor de mel.

– Juro que nunca mais me verá com Taylor, se você terminar com a Jasine. -    ele soltou meu braço vagarosamente, enquanto me olhava confuso.

– Que palhaçada é essa agora Selena? -    me perguntou, olhando em meus olhos. Só que dessa vez eu abaixei os meus, "droga!" Eu havia entregado os pontos. Eu sei, eu sei muito bem que ELE sabia o que eu sentia, mas eu nunca falei e por mais que eu não conseguisse, eu tentava não demonstrar.

– Esquece! -    disse abrindo a porta do carro, mas ele não deixou e me puxou de volta.

– Não seja infantil Selena. -    ele não me olhava, e eu também olhava para frente, e senti o ar faltar com suas palavras. -    Quando comecei a ficar com você, eu já estava namorando com a Jasmine. Por que as coisas teriam que mudar agora? -    sua voz era tão fria e indiferente, que não pude evitar que as lágrimas caíssem.
Ele viu, mas fingiu não ver. Isso me fez sentir como se fosse a pessoa mas insignificante do mundo.

Ele deu partida, e eu fiquei ali vendo as ruas pela janela, engolindo o choro e meu orgulho. Eu já não aguentava mais. Como ele queria que eu me importasse, quando ele mesmo não se importa? Era sempre movido por sua arrogância e possessão.

Parou o carro na rua de traz do instituto, sem hesita eu abri a porta do carro, ainda vi que sua mão se moveu mas ele hesitou, então eu sai do carro, andei em passos rápidos querendo segurar o nó preso em minha garganta. Quando entrei no instituto logo avistei Ash que conversava empolgada com Demi e Miley, mas sua face murchou assim que me viu, eu não fui ao seu encontro, fui direto para o banheiro, eu queria ficar sozinha, mas eu sabia que Ash viria atras de mim, e não passou nenhum segundo e ela já estava ao meu lado.

– Selena, o que foi?-    seu tom foi de preocupação.

– Não foi nada. -    falei baixinho, sentindo as lágrimas caírem quentes pelo meu rosto.

– Como nada? -    mas tudo que eu fiz foi abraçar minha amiga, lembrar que estou a traindo fez com que meu choro intensificasse mais ainda, eu soluçava em seu ombro. -    Selena por favor me fala o que esta acontecendo!

–Me perdoa! Por favor me perdoa! -    eu sussurrava entra soluços. Mas Ash não perguntou mais nada, pelo contrario apenas me abraçou fortemente, e esperou que meu choro sessasse.

Ouvi o som do sinal, anunciando o inicio das aulas. Passei as mãos no rosto limpando minhas lágrimas, meu rosto ainda estava vermelho e meu cabelo um pouco bagunçado, mas Ash começou a ajeitá-   lo para mim, ela sussurrou " Vai ficar tudo bem, não chore mais. Não gosto de te ver chorando" -    Eu apenas balancei a cabeça afirmativamente. Queria acreditar nela, que as coisas pudessem realmente ficar bem, mas eu já não acreditava.



...



Batemos na porta, e ouvimos um "pode entrar" da professora Maria , que não parecia nada feliz. Assim que entramos ela ficou a nos encarar.

– Sabia que o teste atrasou por causa de vocês duas? -    disse autoritária.

– Desculpa. -    eu e Ash falamos em uni sono.

– Ok, vão sentar. -    falou mais calma.

Começamos a fazer o teste, e foi a primeira vez que me deu desinteresse total pelo que estava escrito naquela folha, mas eu não poderia me deixar abater, por isso me esforcei para fazer cada questão, e depois de um tempo os alunos começaram a entregar os testes, depois que todos entregaram Zenilda (diretora) entrou na sala.


-    Como vocês sabem hoje teremos as apresentações como temos todo ano, mas peço que não encarem isso como uma oportunidade de ficarem fora de sala, mas sim como uma oportunidade de expressar quem são. -    fora tudo que disse, e depois se retirou.

– Bom vocês estão liberados, espero que tenham sido exemplares. -    disse a professora.

Em poucos segundos os alunos já se aglomeravam na passagem da porta para o corredor, eu continuei sentada, sem o menor ânimo e triste, não estava nem um pouco afim de ver essas apresentações, mas Ash, Demi e Miley ficaram insistindo.

– Hein, vamos você vai se divertir. -    falava Demi.

– Vamos Selena, você irá se distrair. -    Miley dizia.

– Ha, vamos, levanta daí. Desde quando você é a vitima? -    Ash pergunta me puxando.

–Você tem razão. -    falei me levantando.

– Agora bota um sorriso nesse rosto, e seja lá o que esteja acontecendo enfrente isso! Você nunca foi de fugir, não fuja agora. -    Ash tinha razão. Respirei profundamente e peguei minha mochila pondo nas costas.

Caminhamos pelo corredor, descemos as escadas indo para o pátio. Lá já tinha alunos em frente ao palco improvisado que fizeram ali. Cada vez mais alunos se aproximavam, e quando já tinham um numero considerável, Raquel apareceu no palco com um microfone.

–Bem vamos começar! -    falou com um sorriso no rosto. -    Começamos com as lideres de torcida dançando para vocês. -    os garotos começaram a gritar, Ash fez uma careta.

Logo elas entraram com mini saias rodadas pretas, e com blusas tomara que caia rosa choque, elas dançaram 3 da Britney Spears, é claro que ouve muitos comentários da parte dos garotos, que eu não ouso nem a mencionar. Em seguida vieram dois alunos que não conheço, fizeram um numero de malabarismo, tivemos 5 citações de poemas, mas Miley não participara dessa fez, tivemos mais dança, tanto de meninas quanto de meninos, até que quando ele subiu naquele palco me surpreendendo.

Ele pegou o microfone e ajeitou a alça do violão que estava presa em seu pescoço. Respirou profundamente.

– Bem essa musica é para a garota mais especial e linda que eu já conheci. Ela mexeu comigo como nenhuma garota, antes tinha feito. E é por isso que essa musica é para você Selena Gomez.

E der repente todo mundo estava olhando para mim. E eu fiquei ali, estática totalmente surpreendida.

–Aii amiga!!! -    Ash dizia com os olhos brilhando.

– Parabéns. -    Demi e Miley disseram juntas.

Eu não sabia o que dizer, mas quando ouvi os primeiros acordes soando olhei para o palco onde seus olhos castanhos me olhavam intensamente.



Beauty queen of only eighteen
She had some trouble with herself


Rainha da beleza de apenas 18 anos
Não se aceitava muito bem



He was always there to help her
She always belonged to someone else


Ele sempre estava perto para ajudá-   la
Ela sempre pertenceu a outro



I drove for miles and miles
And wound up at your door
I've had you so many times but somehow
I want more


Eu viajei muitos quilômetros
E vim parar na sua porta
Eu tive você tantas vezes
Mas, por algum motivo, eu quero mais




A voz dele é linda, o jeito como toca o violão e canta o faz se tornar ainda mais atraente, tinha meninas do meu lado gritando e o chamando de lindo, outras me olhavam torto, já algumas sorriam para mim. Um sorriso brotou em meus lábios eu sentia uma sensação tão boa, que nem percebia que estava começando a dançar no leve embalo da musica.



I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
She will be loved


Não me importo de ficar todo dia
Na sua esquina debaixo de chuva
Procure a garota do sorriso partido
E pergunte se ela quer ficar um pouco
E ela será amada
Ela será amada



Quando olhei ao redor que percebi quantas pessoas tinham ali, Ino, Tenten e Hinata dançavam também conforme o som suave que saia dos lábios de Sasori, e até agora eu achava que aquilo tudo não estava sendo só mais um sonho, foi até que me deparei com 'ele', e meu sorriso sumiu, não pelo que tinha acontecido mais cedo, e sim de suas feições. Ele era o único que não dançava, estava parado no meio daquela multidão, me olhando.



Tap on my window knock on my door
I want to make you feel beautiful
I know I tend to get so insecure
It doesn't matter anymore


Toque na minha janela bata na minha porta
Eu quero fazer você se sentir linda
Sei que eu tendo a ser inseguro
Mas isso não importa mais



Justin não me encarava com raiva, fato que me deixou confusa, ele sorriu de canto e abaixou os olhos coisa que nunca vi o mesmo fazendo. Eu não conseguia parar de olhá-   lo, ele era como um enigma que acho que nunca vou decifrar, então ele me olhou mais uma vez, para depois sumir na multidão.


– Ei, Justin! -    gritei, mas ele não estava mais lá.

– Disse alguma coisa?-    Ash perguntou.

–Eu tenho que ir. -    falei, começando a passar dentre as pessoas, ainda escutei Ash me chamar, mas eu não voltaria, não podia voltar, não depois de ter visto aquele olhar partido em seus olhos.

" Ah Justin, você ainda vai acabar me deixando doida"

Olhei ao redor mas tudo que eu via eram outros alunos, mas nada dele, foi quando avistei um certo loiro, que também parecia estar procurando alguém.

– Você viu o Justin?

– Você viu a Miley?

Falamos ao mesmo tempo. Suspirei.

– Ela esta lá atras. -    falei.

– O Justin foi para casa. -    Ryan parecia serio. -    Ele não parece estar muito bem.

– Por que? -    perguntei.

– Ele passou por mim furioso. -    ele falou. Por mais que ele 'talvez' tenha ficado triste, com certeza deve estar furioso! Tipico.

– Brigada. -    falei passando por mais algumas pessoas, até encontrar os portões do Instituto.

Corri até o ponto de ônibus, fiquei esperando imapaciênte por um passar, quando chegou dei sinal e subi, sentei no primeiro banco, torcendo para que não demorasse. Como eu podia ser tão complicada? Agora um garoto lindo estava cantando uma música para mim na frente da escola inteira, e eu estou aqui correndo atras do garoto que partiu meu coração. Talvez por culpa, por que eu menti e não queria simplesmente fugir e deixar as coisas pendentes, como se nada tivesse acontecido. Justin a essas horas devia estar imaginando que eu o trai, que rir de sua cara junto com Taylor. Por que no fundo eu sabia ( ou queria acreditar) que ele tem medo. Eu nunca esquecerei de uma frase que um dia ele deixou escapar.

"-    Tudo que eu mais queria, era que não existisse a dor. Por que, por mais que tentamos ser perfeitos, ela sempre vem, tanto pela traição, quanto por perder a pessoa que mais gostamos. " -    Nesse dia estávamos conversando, deitados na grama, olhando para as nuvens que cobriam o céu azul.

Não! Por mais que ele me fizesse sofrer, não queria ser eu a pessoa a causar sua dor, não depois dele ter perdido a mãe que tanto amava, e ter ficado apenas com o seu pai ambicioso, que só quer saber de poder e prostitutas. Na verdade Justin é sozinho.

Quando reconheci as ruas dei sinal para que o ônibus parasse. Tive que andar um pouco até chegar em frente sua mansão. O porteiro me olhou bem, e lembrou-   se de mim, deixando então a passagem livre, passei pela entrada, e quando estava perto da porta vi que estava aberta, uma empregada já havia aberto. Assim que pus meus pés naquela sala enorme, lembrei-   me do primeiro dia que estive ali,brigamos como tantas outras vezes, mas ele me pediu desculpas e daquela escada ,que eu olho agora, ele desceu com sua mão entrelaçada na minha.



It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along, yeah
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want


Nem tudo são arco-   íris e borboletas
São as concessões que nos impulsionam
Meu coração está cheio e minha porta está sempre aberta
Venha sempre que quiser



Não pensei mais nenhum segundo e subi aqueles degraus correndo, corri pelo corredor lembrando exatamente onde era o seu quarto. Eu parei quando estava de frente para a porta, a porta estava entre aberta, deixando eu ver que o cômodo estava totalmente escuro. Meu coração acelerou quando metade de seu corpo, parcialmente iluminado pela luz do corredor, apareceu reluzindo, ele me encarou com surpresa em seus olhos, Justin trajava apenas uma calça jeans e em sua mão esquerda tinha um copo com uísque. Hesitante abri a porta, mas meus olhos ainda continuavam presos aos seus, meus lábios tremiam um pouco, deixando a vista meu nervosismo. Entrei no quarto devagar, fechando a porta atras de mim, agora a única coisa a iluminar aquele quarto era a luz da noite que entravam pelas persianas que estavam um pouco abertas. Mas tudo que eu enxergava era seus olhos cor de mel.

– Mas o que você esta fazendo aqui?-    seu tom não foi nem de longe arrogante, mas sim confuso. – Não deveria estar aqui. -    disse um pouco nervoso tomando mais um gole de uísque.

– Desculpa. -    sussurrei, e por mais que eu quisesse estar ali, eu ainda temia sua reação ao saber da verdade. – Eu menti, disse que não o via mais, mas era mentira. Eu continuei o ajudando em al-  

– Para! -    me assustei quando bateu com o copo sob o criado mudo, onde estava a garrava de uísque recém aberta. -    Não me conte o que vocês dois faziam. -    ele estava amargo e isso me deixou triste.

– Eu juro que nunca aconteceu nada! -    falei sentindo o nó na garganta se formar.

– Você não tem que me contar nada disso! Eu sou um cretino, não vale apena você perder seu tempo! -    falou me olhando.

– Não! -    falei sustentando o seu olhar, para ele ver que estava sendo sincera. Mas ele desviou os olhos dos meus.


–Para com isso! Para de fingir que se importa! -    disse, botando uma quantidade considerável de bebida em seu copo.

Eu não estou fingindo. -    disse tocando em seu braço, como se isso o trouxesse para perto de mim. Ele alisou meu braço até chegar nos ombros.



I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved


Não me importo de ficar todo dia
Na sua esquina debaixo de chuva
Procure a garota do sorriso partido
E pergunte se ela quer ficar um pouco
E ela será amada
E ela será amada
E ela será amada
E ela será amada



–Não brinque comigo Selena! -    dizia serio.

– Eu preciso de você. -    sussurrei baixinho. Sem hesitar toquei em sua face acariciando-   a.

– Então por favor nunca me deixe! -    aquelas palavras fizeram meu coração disparar. -    Não me deixa! -    meu ar falhou quando vi lágrimas sair dos seus olhos, passei meu polegar limpando-   as.

– Nunca. -    sussurrei. Ele largou o copo de uísque em cima do criado mudo, e com suas mãos me pegou pela cintura me fazendo ir de encontro ao seu corpo.



I know where you hide
Alone in your car
Know all of the things that make you who you are
I know that goodbye means nothing at all
Comes back and begs me to catch her every time she falls


Eu sei onde você se esconde
Sozinha no seu carro
Eu sei todas as coisas que fazem você ser quem você é
Sei que adeus não significa nada
Ela volta e me implora para segurá-   la toda vez que cair.



Estávamos tão perto um do outro que a ponta de nossos narizes se tocavam, seu olhar era tão intenso que me fazia ficar hipnotizada, sua respiração quente e alcoolizada me deixava embargada, meus lábios tremiam levemente, ansiosos pelos seus. Ele puxou meu lábio inferior devagar, apenas serrei meus olhos esperando por mais, suas mãos que estavam em minha cintura me puxaram para mais perto, e antes de abrir meus olhos senti seus lábios devorarem os meus, como sempre fez de um modo intenso, como se precisasse me sentir tanto quanto eu. Abracei suas costas nuas com força, enquanto esforçava para acompanhar o ritmo de seu beijo viril. Nos separamos recuperando fôlego bruscamente, abri meus olhos encarando os seus, tremi quando senti suas mãos na borda de minha blusa, ele tirara devagar, eu não o impedi, estar com ele ali era tudo que mais queria agora. Suas mãos alisaram minhas costas em busca do fecho do meu sutiã preto, assim que soltou, escorregou as alças pelos meus ombros devagar, eu apenas o olhava em seus cor de mel, que me passavam confiança. Quando a peça já estava no chão, ele olhou para parte do meu corpo nua com desejo, sua mão pegou em minha cintura me trazendo para mais perto, quando meus seios encostaram em seu peito, uma onda de calor invadiu meu corpo inteiro o que me fez ficar arrepiada. Senti aspirar todo meu perfume, para depois desferir beijos e leves mordidas em meu pescoço, eu arfava baixinho, enquanto suas mãos alisavam minhas pernas e apertava minha bunda. Ele começou a me guiar pelo quarto, até que senti minhas costas tocando o colchão da cama. Seu corpo ficou por cima do meu, minhas mãos que estavam em seus cabelos, o trouxe para beijá-   lo, sua língua quente percorreu minha boca enquanto eu correspondia, com a mesma rapidez, com o mesmo desejo. O abracei deslisando minhas mãos em suas costas, suas mãos desabotoavam minha calça, que ele tirou com a minha ajuda, também se desfez da sua ficando apenas com uma box branca.

Ligou o abaju que estava do lado da cama e com os olhos meios cerrados olhava meu corpo que só contia uma peça de pano. Também o olhei, era impossível não olhá-   lo, seu corpo tão másculo por cima do meu, as costas largas, as pernas grosas que se enroscavam nas minhas, suas mãos grandes acariciavam meus seios, enquanto eu gemia. Seus lábios que estavam em meu pescoço começaram a beijar meu colo, para depois abocanhar meu seio esquerdo, de imediato arquei as costas, com uma das mãos ele separou minhas pernas se acomodando entre elas, quando senti sua excitação cravei minhas unhas em suas costas, já podia sentir a umidade entre minhas pernas, e parecia que meu corpo inteiro pedia pelo seu.

-    Justin. -    gemi quando ele mordiscou o bico ereto do meu seio direito.

Desceu seus beijos até minha barriga e subiu traçando um caminho até chegar em meus lábios, e com rapidez se livrou da minha calcinha, como se fosse algo totalmente insignificante agora, suas mãos subiram alisando minhas coxas. Ouvi seu suspiro quando, que com o polegar, sentiu o quão úmida eu estava. Estremeci quando ele começara a fazer movimentos circulares com o polegar no meu clitóris, meu corpo se arqueava enquanto minhas mãos enterravam-   se nos lençóis, minhas pernas tremiam, comecei a gemer mais alto quando ele começou a mordiscar novamente meus mamilos, alternando entre um e outro. Minha força se esvaeceu quando aumentara o ritmo de sua caricia em minha intimidade, senti meus músculos todos se contraírem. E ele ficava me olhando com aqueles olhos semi cerrados, transbordando desejo.



Tap on my window knock on my door
I want to make you feel beautiful


Toque na minha janela bata na minha porta
Eu quero fazer você se sentir linda




–Você é muito linda. -    disse, com sua voz mais rouca que o normal.

Vi o mesmo tirar a ultima peça que cobria o seu corpo, e mesmo que estivesse ali nua, ainda senti meu rosto corar. Minha respiração estava ofegante, tinha alguns fios de cabelo grudados no meu rosto e ombros, devido ao suor. Ele afastou um pouco mais minhas pernas, e se acomodara novamente entre elas, mas dessa vez sentia o seu membro pulsante roçar em minha coxa. Comecei a me sentir um pouco nervosa, mas como se lesse minha mente, ele começara a distribuir beijos em meu colo, pescoço, queixo, e em seguida tomando meus lábios.



I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved


Não me importo de ficar todo dia
Na sua esquina debaixo de chuva
Procure a garota do sorriso partido
E pergunte se ela quer ficar um pouco
E ela será amada
E ela será amada
E ela será amada
E ela será amada



– Confie em mim. -    sussurrou. Balancei a cabeça afirmativamente, ele entrelaçou suas mãos com as minhas.

Serrei os olhos, quando o senti forçar o hímen, estava doendo, mas não a dor que pensei que iria sentir, até por que ele estava sendo calmo, beijava meus seios e meu colo. Mordi os lábios quando ele forçara mais uma vez, sentindo em seguida uma ardência, senti entrando ainda mais, e por mais que ele estivesse indo devagar, ainda doía, respirei profundamente tentando me focar apenas em seus beijos e o carinho de suas mãos. Então ele parou totalmente acomodado dentro de mim, abri os olhos e vi o quanto ele se esforçava, seus lábios encostaram no meu rapidamente, e devagar ele começou a se mexer dentro de mim, enquanto arfava. O abracei com força sentindo todo meu corpo pegar fogo, seus movimentos de vai e vem se intensificavam cada vez mais, cortando minha respiração e me fazendo arfar cada vez mais alto, ele também arfava rouco em meu ombro me fazendo perder a sanidade, em um ritmos mais rápido eu fechei meus olhos sentindo meus músculos contraírem mais uma vez, enquanto ele continuava rápido e forte dentro de mim, então ele parou ofegante saindo de dentro de mim, e só agora percebi que estava usando camisinha. Ele se livrou do preservativo pondo em algum lugar que não deu para mim ver. Então veio rápido para perto de mim deitando ao meu lado, também fiquei de lado pondo uma de minhas pernas em cima da sua, ele pousou a mão esquerda na curva de minha cintura e ficamos nos olhando intensamente enquanto nossas respirações se uniformizavam. Meu corpo todo parecia pesado, minhas pálpebras vacilavam querendo se fechar, mas Justin ainda observava, e sua mão subiu suavemente e começou a acariciar meu rosto como se pudesse fazer isso a noite inteira. Cheguei mais perto o olhando fixamente, respirei profundamente, e antes que meus olhos se fechassem, sussurrei:

–Eu te amo.

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