quarta-feira, 15 de maio de 2013
Capítulo 11 - Ouvir O Coração
Sentindo meu corpo ainda dolorido, e uma pontada de leve na cabeça, acabei por despertar, nos lábios sentia um gosto amargo de remédio. As lembranças em minha mente eram apenas passagens rápidas, tudo o que lembro realmente era de ter entrado no carro dele, fora isso, é apenas um borrão, as luzes do lado de fora da janela, meu corpo sendo erguido pelos braços de Sasuke, a mansão, uma empregada com um remédio nas mãos, e por ultimo eu sendo pousada naquela cama macia. E depois apenas escuridão.
Abri os olhos devagar, eu estava de lado, em formato de conchinha, e ele estava deitado ao meu lado de bruços, vestia apenas a calça jeans que o vi usar na festa. Sua respiração era pesada e seu sono era profundo. Não sei por que, mas fiquei ali o admirando, e aos poucos meus olhos se enchiam de lágrimas, aquelas palavras ainda ecoavam na minha cabeça.
“Por que ele tinha que ser assim? Ou então por que, eu tinha que ter me apaixonado logo por ele?!”
Devagar e com cuidado comecei a me levantar, minhas botas estavam ao lado da cama, calcei-as fazendo o máximo para não fazer nenhum barulho. Ajeitei o vestido em meu corpo, limpei as lágrimas que escorriam por minha face, e peguei a bolsa que estava ao lado da cama. Em passos rápidos, fui até porta, porem antes de sair o olhei mais uma vez. “Dessa vez as coisas foram longe de mais”. - com esses pensamentos fechei a porta.
No sir, well, I don't wanna be the blame not anymore
Não, senhor Eu não quero ser a culpada, nunca mais
Caminhei pelo corredor pouco iluminado daquela mansão, tudo era quieto parecia que todos dormiam apenas meus passos eram audíveis. Desci os degraus da escada, e logo alcancei a porta. Assim que deixei a mansão caminhei por alguns instantes pelas calçadas escuras, estava praticamente tudo deserto, porem as ruas daquele lugar parecia seguro e eram bem iluminadas naquela madrugada. Em fim cheguei perto das movimentações de carros e ônibus que traçavam as pistas, logo peguei um taxi, indicando ao motorista o endereço da minha casa.
Sentia-me cansada, não só pelas dores no corpo, mas também pelo turbilhão que estava minha mente. Eu queria ser forte e encarar as coisas de uma forma passageira, onde quando eu menos esperasse tudo já estaria terminado, mas infelizmente as coisas saíram das minhas mãos, sempre dizia para mim mesma que iria dar o troco na mesma moeda, mas agora vejo que tudo que eu posso fazer é terminar com isso logo antes que eu me machuque de verdade. Ele parece saber dos meus sentimentos, e não quero que brinque comigo, como ele brinca com tantas outras.
It's your turn so take a seat We're settling the final score
É a sua vez Então sente-se Nós vamos acertar as contas
Limpei mais uma vez as lágrimas que teimavam escorrer pelo meu rosto. Paguei ao motorista, e sai do taxi, dando de frente com a porta da minha casa. Peguei as chaves e abri a mesma, estava tão distraída que me assustei ao notar os passos de alguém descendo as escadas. Virei-me bruscamente, dando de cara com a minha mãe, que segurava com a mão esquerda o corrimão da pequena escada de madeira que havia na nossa humilde residência. Mas meu olhar se prendeu ao dela, que me fitava com um ar estranho, que eu não soube decifrar.
– Posso saber onde você estava mocinha?- seu timbre não era zangado e nem me repreendia, e sim em um tom de deboche. – Não é assim que você me trata? - ela dizia ainda com o mesmo tom. – Me admira você, que aponta tanto os meus erros, chegar essa hora da madrugada.
– Muito obrigada pela preocupação. - falei no mesmo tom debochado, que ela. Eu realmente estava cansada e não ia ficar aturando piadinhas da minha própria mãe, que além de se preocupar comigo, estava jogando na minha cara toda preocupação que tinha para com ela.
Comecei a subir as escadas, porem ela segurou o meu braço, e me impediu de prosseguir. Olhei para ela interrogativamente, mas ela me olhava séria.
– Eu sei que você não dormiu em casa ontem também. - ela não parecia estar brava, mas seu olhar dava a entender que queria saber sobre o que aconteceu. – Eu sei que não sou uma mãe presente, se é que você ainda me considere uma, mas eu não quero que aconteça nada de mal com você. - fiquei um pouco surpresa com suas palavras, ainda mais por me dar conta que seus olhos castanhos pareciam ser sinceros.
– Não se preocupe. - falei baixo. – Estava na casa de Ashley.
– Não minta pra mim Selena. - seu tom era decepcionado. – Ashley ligou para cá desesperada perguntando onde você estava, ou se você estava bem. - “eu deveria esperar por isso”, pensei comigo mesma. Porem eu não disse mais nada, e ela parecia que não iria cobrar uma resposta.
– Ehr... Eu vou subir, estou com muita dor de cabeça. - falei o que de fato era verdade.
– Se esta querendo esconder alguma coisa de mais alguém sugiro esconder as marcas no pescoço, são bem evidentes. - ela falou com um ar zombeteiro. Corei violentamente, em quanto subia as escadas.
Já no quarto, me esparramei na minha cama, eu estava exausta e preocupações rondavam minha mente, tudo o que mais queria agora era descansar. Talvez assim parasse de pensar nele...
oOo
Meu domingo se resumiu, em casa no meu quarto. Para minha surpresa minha mãe não saiu e até fez o almoço, foi meio nostálgico almoçarmos juntas depois de tanto tempo. Acho que eu ter passado duas noites fora de casa, afetou ela de alguma forma, talvez no final das contas, certas coisas beneficiaram outras.
Porem na segunda as coisas não foi um mar de rosas, falo isso em relação ao fato de Ash dar a louca, e ficou dizendo um monte de coisas, ela estava super preocupada, juro que nunca á vi tão histérica assim em toda minha vida, Demi também se preocupou, as duas ficaram tentando arrancar de mim a todas as custas a verdade, com certeza eu não disse nada. Inventei algo de ultima hora, dizendo que me senti mal e fui embora mais cedo.
– Foi embora mais cedo?- a face dela franziu. – E deixou o coitado do Taylor lá, sozinho morrendo de preocupações?! Sabe eu não acredito nisso. Você não é assim Sel, com certeza está escondendo algo de nós. - é Ash me conhecia mesmo! Revirei os olhos, estava cansada dessa historia. Se ela soubesse o que eu estava passando sei que não agiria assim comigo, me dava até um nó na garganta. Ele ainda não tinha chegado, e estava com medo de qual seria sua reação, quando lhe dissesse que não queria nada com ele. Será que ele seria capaz de contar sobre minha mãe? O pior é que não era só isso que estava em jogo, com certeza Ashley nunca mais olharia na minha cara, quando ele enchesse a boca para falar o quanto eu gostava de ficar com ele. Abaixei os olhos já me sentindo mais nervosa ainda.
– Selena, está tudo bem?- Demi perguntou, notando meu estado frustrado.
– Sim- respondi baixo, querendo que meus pensamentos não voltassem á ‘ele’ novamente.
– Olha quem está vindo ali. - Ash anunciou.
– Miley. - Demi falou baixo. Levantei os olhos me deparando com os azuis de minha nova amiga.
– Selena, onde esteve por toda festa?- ela perguntou em seu tom meigo e gentil.
– Fui embora mais cedo. - apenas disse. Ela não insistiu. Sentamos nós três em um dos bancos do pátio. E Demi e Ash já falavam sobre as ‘novidades’ da festa.
– Quando fui ao banheiro retocar a maquilagem, encontrei a megera chorando. - Ashley comenta super feliz. – Jasmine estava chorando muito, parece que o Justin deixou ela sozinha e foi embora com outra. Dizem que até o viram entrando no carro com a tal garota, mais ninguém soube disser quem era. - gelei por um momento, mas fiquei aliviada quando Ashley disse que ninguém me reconheceu.
– A Jasmine é muito idiota mesmo. Não é segredo pra ninguém que o Justin a trai, e ela fica se rastejando aos pés dele. - Demi comenta.
– Tem razão, mas dizem que o Justin não estava mais ficando com ninguém. - Miley falou pensativa. – A ultima noticia que ele estava com alguém, foi a dessa garota do carro. - fiquei atônita por um momento. Então quer dizer que, fora à namorada, ele só estava se encontrando comigo?! Não. Não pode ser, alias as pessoas só comentam não sabem de nada concreto. Deduzi.
– Olhe quem vem aí Mily. - Demi disse brincalhona. Miley corou um pouco. Porem vi os olhos de Ashley ofuscarem.
Quando olhei para frente, meu coração por um momento parou! Não era só Ryan que vinha, mas Justin também seguia á nossa direção, e para completar com Jasmine agarrada em seu pescoço. Minhas mãos já começavam a suar, e minha vontade era sair correndo dali.
– Ryan. - Miley falou baixinho, e envergonhada, enquanto que seus olhos brilhavam.
– Justin. - Ashley sussurrou alto de mais, o que fez Jasmine a olhar furiosa, e Demi dar na loira uma discreta cotovelada, e eu apenas tentava manter meus olhos em qualquer direção, menos olhar para ele.
– Nossa Miley, até você fazendo caridade. - a morena mencionou venenosa.
– Se esta incomodada, por que não sai?- Demi disse aborrecida.
– E deixar meu Justin, nesse ninho de vadiazinhas?!- talvez seja mera impressão, mas parece que ela olhou diretamente para mim. É estou ficando paranóica.
– Se é tão medrosa assim, é pelo único fato de não confiar no seu próprio taco. - Ash falou me surpreendendo.
– Faz-me rir. Eu me preocupar com uma loira aguada que nem você? Por favor, né!- Jasmine revidou, e eu sabia que Ashley tinha um pavio muito curto, e á qualquer hora podia rolar uma briga entre as duas.
– Não me compare com você, sua vaca! - Ash falou, e eu já sabia que ela devia estar com muita raiva.
– Sua va-
– Chega Jasmine! - a voz rouca dele soou, me fazendo quase tremer.
– M-as foi e-
Mas ele nem ficou para ouvir a resposta, se soltou dos braços dela, e saiu de a passos largos. Em nenhum instante o olhei, sabia que ele estava bravo comigo. Mas eu também tenho meu orgulho, e ‘aquelas’ palavras ainda me magoavam muito. E eu já tinha tomado minha decisão. Não mudaria de idéia.
oOo
Nos primeiros tempos de aula, tudo ocorreu bem, tirando o fato de Ashley e Demi ainda me atazanarem com a historia da festa. Mas o que estava se tornando realmente difícil, era o fato de eu ter em pressão de alguém estar me olhando, e o que incomodava é que eu sabia exatamente quem era. Mesmo sem ver, eu podia imaginar perfeitamente o seu olhar frio e bravo que seria direcionado á mim. Fechei os olhos suspirando pesadamente, quando escutei o sinal tocar, anunciando a hora do intervalo. Só de pensar que Ash e Demi iriam falar sobre a festa fazendo me lembrar de tudo, já me deixava magoada, por mim passaria os minutos do intervalo inteiro no banheiro.
Como eu já as imaginava ficaram falando da bendita festa! E o pior ainda ficaram querendo explicações, pois a loira que é minha adorável e enxerida amiga, disse que não havia caído do meu ‘papinho’. Mas eu não disse nada, e para a minha sorte, ou não, Russo, Chaz e Taylor vieram sentar conosco. O lmoreno sentou ao lado de Ash escorando a mão em volta dela, o que me fez imaginar o que tinha acontecido entre esses dois na festa, já Chaz sentou ao lado de Demi, mas eles não pareciam tão íntimos para um contato físico como Ash e Russo. Taylor sentou-se do meu lado, e seus olhos castanhos como sempre eram gentis, mas mesmo assim me sentia desconfortável, pois dava aparência que todos nós tínhamos algo mais que amizade, aliás, estávamos sentados em pares.
– Fiquei preocupado. - ele mencionou me olhando, e parecia realmente preocupado. – Você disse que não estava se sentindo bem e que iria ao banheiro. Mas demorou tanto que te procurei pela festa inteira. - essa revelação, fez com que eu me sentisse muito mal.
Ele não mereceu o que eu fiz, talvez se eu não fosse tão burra e tivesse ficado ao lado dele, teria me divertido, Taylor parecia ser uma ótima pessoa na qual pensaria suas vezes antes de me magoar.
Why do we like to hurt so much?
Por que nós gostamos tanto de nos machucar?
Já começava a sentir meus olhos lacrimejarem. Por quê? Por que as coisas não são tão fáceis? Por que eu tive que gostar logo de uma pessoa tão fria, insensível, e orgulhosa como o Justin? “Droga”!- pensei quando uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Logo senti o polegar de Taylor limpar a maldita lágrima que caiu sem permissão.
– Eu disse algo de errado? - ele perguntou.
– Claro que não. - disse já me recompondo. – Só lembrei-me de algo triste. - forcei um sorriso.
– Você estava linda na festa. - ele sussurrou só para que eu escutasse. Corei um pouco. Mesmo aqueles olhos sendo gentis eram penetrantes e completamente atraentes.
– Obrigada. - murmurei ainda corada.
– Queria ter passado mais tempo com você! Tenho certeza que te convenceria a dançar comigo. - ele falou em tom brincalhão.
– Convencido. - falei, entrando na brincadeira.
– Você vai me ajudar em álgebra? - ele me perguntou, me olhando agora um pouco mais sério. E um pouco esperançoso.
Fiquei o olhando por algum tempo, estava na hora de esquecer algumas coisas, e talvez me der uma chance, Taylor alem de bonito e atraente parecia ser a pessoa certa, onde poderia confiar. Mas eu também não queria apressar as coisas, deixar as coisas rolarem é tudo o que posso fazer.
– Sim, eu vou te ajudar. - ele sorriu um sorriso que me cativou.
– Você não vai se arrepender. Vou ser um aluno muito dedicado. - disse novamente em um tom brincalhão. Eu apenas sorri.
Bem o intervalo não foi tão ruim como esperei que fosse. Ash e Demi também conversavam animadamente com seus ‘colegas’.
Mas como sempre ‘ele’ me perseguia, e nem precisava se levantar até mim para isso, pois quando de relance me deparei com seus olhos já sentia meu coração acelerar.
Ele estava sentado na mesa de frente da de onde eu estava, sempre com o mesmo grupinho, eles falavam sobre algo que nem ao menos ele parecia saber, pois me olhava de uma forma tão, tão intensa, que me fazia imaginar o que se passava por sua mente.
I can't decide You have made it harder just to go on Why?
Eu não consigo decidir Você tornou mais difícil para prosseguir Por quê?
E como eu já esperava seu olhar era frio, e muito mais raivoso do que eu esperava. Eu queria virar olhar para outro lugar, mas parecia que seus olhos me prendiam.
Do jeito em que me olhava era como se quisesse levantar e me tirar de perto de Taylor. Ele era possessivo, e talvez ciumento?! “–O que estava fazendo com ele?”- “–O cara só falta te comer com os olhos.”- “–Mas isso não explica o fato de você ficar de papinho com ele, eu vi que vocês estavam bem pertinho.”
Por que essas lembranças invadiram minha mente? Eu não deveria estar pensando nisso!
Mas eu não seria fraca mais uma vez. Para meu alivio o sinal tocou, desviei os olhos dos dele imediatamente. Logo estávamos na sala, às últimas aulas seguiram normalmente, porém minha mente estava vagando em outro lugar. Nele? Não exatamente. Mas sim no que deveria fazer, minha vontade era de ir ao encontro e dizer que tudo tinha acabado, falar que já não me importava com o que ele diria.
All the possibilities... Well, I was wrong
Todas as possibilidades... Bem, eu estava errada
Porém eu tinha medo. Medo de não resistir como tantas vezes, tantas vezes quis desistir e ele sempre acabou me fazendo mudar de idéia, era por isso que dessa vez não me encontraria com ele. Aliás, se me lembro bem havia dito que não queria mais ficar com ele. Talvez com o meu silêncio e ausência ele se da conta que já está tudo terminado.
That's what you get when you let your heart win Whoa That's what you get when you let your hear twin Whoa
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah! É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah!
Essa é a coisa certa a se fazer, dessa vez não era por ninguém, e sim por mim. Esta com certeza era a melhor solução. Então por que sentia vontade de chorar? Como pode um garoto mudar tanto minha mente? Há algumas semanas estaria prestando bastante atenção no que o prof. Gabriel dizia, agora mal consigo segurar as lágrimas.
– Senhorita Gomez, está tudo bem?- o professor perguntou, chamando minha atenção de volta para a sala de aula. Onde na minha carteira havia alguns pingos das minhas lágrimas.
– Eu posso La-avar o rosto?- perguntei baixo, quase soluçando. Ouvi uma risada debochada. Era Jasmine. O professor apenas afirmou com a cabeça, compreensivo.
I drowned out all my sense away with the sound of its beating. And that's what you get when you let your heart win Whoa
Eu afoguei toda a minha razão com o som da batida É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah!
Sai da sala o mais rápido que pude, ainda podia ouvir os múrmuros dos alunos se perguntando o que deveria ter acontecido comigo. Fui direto para o banheiro, abri uma das portas das cabines, abaixei a tampa do vaso sanitário, e fiquei por chorar. Como eu me sentia idiota! Quem diria que logo eu, estaria aqui chorando por um garoto. Ainda por cima pelo garoto mais orgulhoso de todo o instituto, um garoto que sempre repugnava, e dizia para mim mesma que ele nunca seria aquele garoto que sempre sonhei. “Justin, como eu te odeio.”
oOo
I wonder... how am I supposed to feel when you're not here?
Eu me pergunto... Como eu deveria me sentir quando você não está aqui?
Uma semana se passou depois daquela segunda. Como havia decidido não fui ao encontro, e parece que ele entendeu perfeitamente meu silêncio, por que também não veio me procurar, porem quando me descuidava e quando dava por mim meus olhos estavam presos nos deles mais uma vez. E era através daqueles olhares que trocávamos que eu lia seus orbes claras, tudo o que conseguia enxergar era uma certa raiva, mas sentia que tinha algo mais ali.
Arrependimento? Culpa? Compreensão? Eu não conseguia desvendar, porem me surpreendia quando era ele quem desvia o olhar como se quisesse me evitar também.
Cause I've burned every bridge I ever built
when you were here.
Pois eu queimei todas as pontes que havia construído Quando você estava aqui
Eu não podia dizer que estava tudo bem comigo, por que não estava. Tentava a todo custo, mas tinha vezes que não conseguia segurar o choro, e acabava deixando as lágrimas escaparem, para minha sorte essas horas eram apenas quando me pegava lembrando fixamente dos nossos momentos, e sempre ficava concentrada assim em casa, sozinha no meu quarto. Desde daquele dia nunca mais me permiti chorar na escola.
I still try holding on the silly things. I never learn.
Eu continuo tentando me prender a coisas bobas Eu nunca aprendo.
Não queria parecer fraca nem diante dele, e nem de ninguém. Não queria que ele pensasse que era dependente dele, que nem metade das garotas do Instituto. Era por isso que me concentrava em não pensar nele, algo que às vezes era impossível. Como agora...
– Está certo? - a voz de Taylor me tirou do meu transe. Ele estendia o caderno em minha direção, e ao olhar sua face visualizei um pouco de receio. Dei um sorriso de canto, enquanto pegava o caderno em minhas mãos.
Já era a quarta vez que lhe ajudava em álgebra, sempre nos encontrávamos na ala de estudos, onde tinha diversos livros gramáticos. Era aqui que sempre estudava para as provas, ou testes. Taylor estava sentado ao meu lado, e nossas mochilas estavam pousadas nas carteiras.
Nesse tempo que estive com ele, percebi o quanto ele era legal e gentil, e acima de tudo muito esforçado, notei que o mesmo estava cada vez mais melhorando. E também não era nenhum fingimento, ou interesse pessoal o que ele estava fazendo, quando ele disse que queria ajuda, ele falava a verdade. E eu, particularmente o admirei por isso. Também descobri que o mesmo compõe musicas e alguns versos, lembrei do quanto ele ficou vermelho quando lia algumas de suas composições.
Fiz uma cara de mistério em quanto via os deveres que havia alternado para ele fazer. Internamente eu ria do jeito nervoso que ele me olhava como se estivesse fazendo uma prova final. Sorri abertamente, lhe devolvendo o caderno.
– Está tudo correto. - falei contente. Ele exuberou seu sorriso, me fazendo por um momento o admirar mais intensamente.
– Acho que meu pai não vai querer mais quebrar o violão na minha cabeça. – ele brincou. –Sempre que chegava com uma nota horrível em álgebra ele quase me engolia.
– É. Muitos pais são assim mesmo. - disse sorrindo.
– Bem, agora tenho que ir. - ele disse pegando sua mochila, e guardando as coisas. – Quer uma carona? -me ofereceu.
– Não precisa, vou ficar mais um pouco. Preciso estudar para física. - falei ainda sentada.
– Então nos vemos amanhã. - ele se aproximou me dando um beijo na bochecha. Ele sempre fazia isso, mas dessa vez foi praticamente no canto da boca. Eu corei, e vi formar nos seus lábios um sorriso de canto. – Você fica ainda mais linda corada. - disse maroto, me fazendo ficar ainda mais vermelha.
Oh why? ... all the possibilities... I'm sure you've heard.
Oh, por quê? Todas as possibilidades... Eu tenho certeza que você já ouviu
Ele tocou levemente a ponta do meu queixo, e me fez encará-lo, estávamos próximos e eu sabia muito bem o que virinha pela frente. Íamos, nos aproximando cada vez mais, eu olhava fixamente para seus olhos, mas der repente não eram mais orbes castanhos que via, e sim cor de mel. O rosto branco de traços perfeitos, os cabelos loiros, e aquela expressão fria e ao mesmo tempo desejosa que ele fazia antes de me beijar. O que eu via á minha frente, não era Taylor, e sim Justin Bieber. Era Justin que eu queria que estivesse na minha frente agora.
Não era certo usar meu amigo para satisfazer a saudade que estava sentindo ‘dele. ’ Por isso que antes de Taylor (Justin), me beijar eu reuni todas as minhas forças, e virei meu rosto.
– Me desculpe. - ele falou. – Não quero forçar as coisas entre nós dois.
– Não se preocupe. - falei calma, mesmo que por dentro ainda podia sentir certo tipo de sensação. Sensação que sentia nitidamente quando ‘ele’ ia me beijar.
Taylor me de um “tchau”, eu apenas acenei.
That's what you get when you let your heart win Whoa
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É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah! É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah! Eu afoguei toda a minha razão com o som da batida É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah!
Suspirei tristemente, mesmo que tentasse á todo custo parar de pensar nele, ao mesmo tempo, vinha milhões de lembranças, até os pequenos detalhes das feições dele eu havia guardado em minha mente. O jeito de como ele sorri de canto quando está pensando em algo louco, aqueles olhos frios e ao mesmo tempo incrivelmente sedutores. O modo de como me abraçou naquela biblioteca, de quando entrelaçou sua mão á minha enquanto descíamos as escadas daquela mansão. Os beijos eram sempre calorosos e urgentes, como se ele realmente tivesse alguma urgência em estar comigo.
Na verdade estava se tornando difícil estudar para física, eu simplesmente não conseguia mais pensar em nada, que não fosse ‘ele’. Pus as mãos nos bolsos do meu casaco, e fiquei por olhar o entardecer pela janela que havia ao lado da minha carteira, meu olhar era fixo, porém meus pensamentos eram uma confusão. Tudo que mais queria era ser forte, mas era como lutar com uma maré em ressaca.
Pain make your way to me - to me and I'll always be just so inviting. if i ever start to think straight this heart will start a riot in me...
A dor guia seu caminho até mim...até mim E eu sempre serei muito convidativa Se algum dia eu começar a pensar direito, Esse coração vai começar um tumulto em mim...
No final era só eu ali naquela ala, enxergando o mundo através daquela janela, com meu mp4 ligado e fones nos ouvidos, mas o que me deixava com mais raiva de mim mesma era o fato de não conseguir segurar as lágrimas. E mesmo querendo negar, perguntava-me o porquê dele não ter me procurado. Será que eu era tão insignificante assim? Mais uma lágrima caiu, mas enxuguei-a rapidamente. Não poderia ficar pelo resto da vida, aqui sentada no canto chorando, por alguém que não merecia. Por isso ajuntei minhas coisas que estavam esparramadas pela carteira, as pus dentro da mochila, mas no processo parei bruscamente quando escutei algo. Devia ser por volta das 18h00minh, e em minha opinião á essas horas quase não fica ninguém no Instituto.
Why do we like to hurt so much? Why do we like to hurt so much?
Por que nós gostamos tanto de nos machucar? Por que nós gostamos tanto de nos machucar?
– Hn. Pelo visto continua a mesma nerd de sempre. - aquela voz! Meu coração batia totalmente disparado, e os meus olhos que eu fizera o máximo para manter secos, agora voltavam a encherem d’água. Virei-me devagar, e sem sombras de duvidas, era Justin que estava ali na minha frente. Com aquela jaqueta de couro inseparável, e as mãos nos bolsos da calça jeans.
Fiz de tudo para não chorar, mas era quase impossível tê-lo tão perto e não deixar uma lágrima escapar.
– Também vejo que continua o mesmo frio de sempre. - tentei soar seria porem minha voz saiu fraca de mais. Ele deu um dos seus sorrisos de canto, e se aproximou perigosamente, olhando fixamente em meus olhos.
– Você não sabe o quanto é difícil saber que você sempre se encontra aqui com aquele idiota. - ele disse, ainda com os olhos presos nos meus. – Todos os dias sinto vontade de entrar aqui e quebrar a cara dele.
– Por quê? É tão difícil perder o brinquedinho para outro? - disse com mágoa, enquanto mais lágrimas caiam. Ele apenas continuava me olhando. – Eu sabia. - falei decepcionada, e tudo que mais queria agora era sair dali. Mas como esperava, ele me impediu, segurando meus ombros.
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É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah!
– Eu não vou te deixar ir. - me puxou para mais perto, fazendo que nossas respirações se mesclassem. – Nunca mais! - e antes que eu pudesse reagir, seus lábios já estavam nos meus.
That's what you get when you let your heart win Whoa
That's what you get when you let your heart win Whoa I drowned out all my sense away with the sound of its beating. And that's what you get when you let your heart win Whoa
É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah! É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah! Eu afoguei toda a minha razão com o som da batida É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah!
Era aquele mesmo sabor que tanto sentia falta, porém era ainda melhor do que minhas meras lembranças. Por que era real. E não vou mentir, dizendo que fiquei me debatendo, por que na verdade eu me entreguei completamente naquele beijo. Minhas mãos agarravam suas costas com vontade, enquanto ele enlaçava minha cintura fazendo que nossos corpos ficassem praticamente colados. Separamo-nos em busca de fôlego, seus olhos semi cerrados me encaravam profundamente, eu apenas respirava um pouco acelerado.
– Eu falo muitas besteiras quando estou bêbado. - ele disse. Eu sabia que falava isso com relação daquelas palavras que me disse na festa. Bem no mundo de Justin isso que ele acabara de dizer era um pedido de desculpas, eu sabia perfeitamente que ele não se ajoelharia e me pediria perdão, até por que esse com certeza não seria Justin Bieber. Dei um pequeno sorriso.
– Você não precisa estar bêbado para falar besteiras. - disse tirando uma com a cara dele. Ele apenas rolou os olhos.
– Vamos cdf, eu te levo pra casa. - disse se sentindo o maioral.
– Não precisa. Eu vou sozinha. - disse passando em sua frente.
– É, to vendo que continua a mesma teimosa. - e me puxou pelo braço, e entrelaçou suas mãos com as minhas. O olhei de canto um pouco surpresa, e ele me encarou de volta.
– O que foi? - perguntou despreocupadamente.
Now, I can't trust myself with anything but this And that's what you get when you let your heart win Whoa
Agora, eu não posso confiar em mim mesma Com nada além disso É isso que você ganha quando deixa seu coração ganhar Woah!
– Nada. - falei, mesmo que estivesse corada. Mas eu vi aquele sorriso de canto dele. E eu me perguntava se estava indo pelo caminho certo, seguindo meu coração, ou se era melhor ouvir a razão. Foi aí que percebi que ao lado de Justin nunca terei razão, ou consciência, por que ele tem poder sobre mim, um poder que me pergunto se um dia terei forças para resistir.
Capítulo 10 - A Festa
Eu disse 'surpreendida?' Não, eu com certeza já deveria esperar por isso.
Na minha frente estava uma Ashley super sorridente, e uma Demi logo atrás. Choraminguei baixinho.
–Eu não acredito. - falei, em quanto elas já entravam em minha casa sem nem mesmo pedir licença.
–Achou mesmo que íamos desistir? - Demi falou, sentando-se no sofá.
– Te procuramos ontem, por toda parte do Instituto, mas você parece que tinha sumido. - Ash disse como sempre do seu jeito estressado. – Mas então tive a grande idéia de vim aqui, hoje na sua casa. Onde com certeza você estaria. - e acredita que a voz dela ainda saiu meiga? Arg!
– Vocês não desistem mesmo hein. - disse fechando a porta. E agora? O que eu diria para elas me deixarem em paz?
– Vamos Sel, vai ser legal, Miley já está nos esperando. - Ash falou persistente.
– Não vai da, não tenho roupas para ir nessa festa. - disse, e era a pura verdade.
– Não tem problema Miley tem um monte. - a ruiva diz, simplesmente assim.
Sentei no sofá apoiando os cotovelos nas pernas, e com as mãos segurava meu rosto. Elas não vão entender, eu poderia dar mil e uma desculpas e elas sempre iriam persistir. Ao menos se eu contasse a verdade, mas isso com certeza eu não faria. Não agora, talvez um dia, quando tudo em fim terminasse, afinal só temos esse ano, que na verdade já estava na metade, quando tudo acabar, só irá restar lembranças.
Ergui a cabeça, olhando para elas.
– Ok. - disse, ouvindo-as rirem cúmplices. – Mas tem uma condição. - então elas pararam, para me olhar. – Não vou com os meninos. - isso estava fora de cogitação, se aparecesse nessa festa com Taylor, eu estava perdida. Vi que elas ficaram um pouco apreensivas.
– Tudo bem, vamos dar um jeito. -Demi disse feliz. – Agora vamos, antes que Miley pense que vamos furar. - subi as escadas, peguei uma pequena bolsa verde claro, botei as notas que minha mãe havia deixado, e algumas coisinhas mais. Desci as escadas vendo que elas já me esperavam do lado de fora. Sai trancando a porta, tendo Ash do meu lado, toda sorridente. Ri um pouco com a felicidade dela, a minha amiga loira parecia muito empolgada e feliz, talvez por estar me levando pela primeira vez em uma festa.
Entramos no carro de Demi, era de uma cor vermelha, bem a cara dela mesmo. Em quanto íamos seguindo para casa de Miley, a ruiva de olhos chocolates ligou o som do carro, que estava tocando por acaso a musica de uma cantora que Ash adorava. Britney Spears. Nos duas íamos ao banco de trás, em quanto Tenten dirigia. Ash como eu já esperava começou a dançar.
– Ah, Selena, você vai adorar! - ela falava já histérica. – Imagina a musica super alta com todas aquelas luzes. Vai ser incrível. Fora, é claro, os gatinhos. - ela disse a ultima frase, com uma expressão marota. Porem sua face murchou um pouco.
– O que foi?- perguntei, notando sua expressão.
– Mesmo tendo vários garotos lindos nessa festa, eu queria apenas um. Queria apenas o Justin. - engoli seco, quando ela disse isso tão tristemente. Dói-me só de pensar que ela nunca me perdoaria se ficasse sabendo.
– Sabe Ashley, você deveria esquecer isso. -Demi falou, olhando por um instante pelo retrovisor. – Você está muito iludida por ele. E nem se quer o conhece. - vi que Ash ficou um pouco chateada, com o comentário da ruiva.
– Não preciso conversar com ele, para saber como ele é. - a loira falou um pouco brava.
–Ok, ok. - me intervir. – Vamos, por favor, esquecer esse garoto por um segundo. - disse, olhando para Ash. Ela apenas revirou os olhos. E como se nada tivesse acontecido continuou a dançar o resto da musica. É com certeza minha amiga não existe.
...
Quando o carro de Demi parou, eu e Ashley ficamos impressionadas com o tamanho daquela mansão, se eu não me engano, deveria ser do mesmo tamanho da mansão do Justin. Só que esta era de uma cor creme, tudo era bem cuidado, isso que é por que ainda estávamos do lado de fora. O porteiro nos viu, logo abriu passagem, para Demi nos guiar no carro. Ela parou o mesmo perto da entrada, onde na porta Miley já nos esperava. Assim que nos avistou ela correu a nosso encontro.
– Ainda bem que vieram. - ela parecia aliviada com a nossa vinda.
– Achou que ia te deixar na mão. - Demi respondeu, fingindo estar ofendida. A dos olhos cor pérolas apenas riu tímida.
– Vamos. - falou, nos guiando para entrada da residência. – Acredita que espelhei um monte de minhas roupas na cama, e nem sei por onde começar ainda?- falou, em seu tom meigo. – Brandi até já perdeu a paciência.
–Brandi? - Ash perguntou em quanto adentrávamos naquela casa enorme.
– Sim, minha irmã mais nova. - Miley respondeu já no pé da escada, onde os degraus eram cobertos por um tapete vermelho.
Subimos alguns degraus daquela escada, até virarmos em um corredor. E posso dizer que tive um dejávù. Balancei a cabeça negativamente, parecia que ele estava em todos os lugares, pois tudo me fazia lembrar-me de sua face.
Entramos no quarto de Hinata, e de cara vimos à cama dela cheias de roupas e sentada na beirada, estava uma menina de cabelos castanhos, e os olhos azuis bem claros, da mesma cor de Miley. Deveria ser Brandi, irmã mais nova de Miley, pela aparência deveria ter uns 13 anos.
– Demi! - ela falou, abraçando a ruiva. – Poxa quanto tempo.- falou alegre. – Que bom que você veio, se não Miley iria pirar. - rimos um pouco, quando vimos Miley corar feito um pimentão.
– Bem, mãos á obra! - Demi disse divertida.
Ela e Ash, haviam trazido algumas peças de roupas, eu apenas trouxe uma bota preta de cano baixo, que por acaso em um dia desses eu comprei. Como nunca saia, não me importava em comprar vestidos, e nem peças mais apresentava para esse tipo de coisa. A única coisa que carregava em meu corpo era o famoso jeans e uma blusa qualquer. Posso dizer que agora estava cheia de vergonha, vendo elas com suas roupas, e eu tendo que perturbar Miley.
– Você não tem que ligar para isso. - ela me disse. – Tenho vários vestidos, que se bobear nunca nem usei, também não curto muito essas coisas de festas. Só vou por que é do meu namorado, se não ele ficaria chateado. - Miley completou, em quanto me mostrava alguns dos seus vestidos.
– Achei mily! - era voz de Demi, virei olhando a mesma com um vestido cor de uva nas mãos. – Ficará ótimo em você. - a ruiva falava, botando o vestido em frente ao corpo de Miley. Bem posso dizer que Demi,sabe mesmo o que faz. O vestido era lindo, e se realçava na pele branca de Miley. Era apertado na parte dos seios, carregando um bojo fino, e da curva da cintura até um pouco em cima dos joelhos, ele era soltinho.Em seguida ela pegou uma scarpin preta de salto baixos. Miley com certeza ficaria linda.
Ashley também já havia escolhido com que roupa ir, iria com o vestido vermelho, ele tinha um decote em V, e amarrava no pescoço, realçava muito bem seu corpo, e daria contrates em seus cabelos loiros. Demi lhe ajudou com uma sandália com detalhes beges e transparentes, a alça incolor fazia um X, fazendo a volta no tornozelo. Com certeza minha amiga ficaria encantadora.
– Bem agora é sua vez. - ela diz apontando para mim. Apenas sorri junto com Miley e Ash, e também Brandi que a todo momento ficava dando opiniões, e junto a mim admirava o talento que Demi tinha.
A mruiva procurou em algumas peças, e sorriu quando parou em uma, que particularmente eu não gostei. – Essa! - ela diz erguendo um vestido preto tomara que caia. O vestido com certeza era lindo, de longe dava para perceber que era de camurça, e que deveria custado caro. Mas o verdadeiro problema, era que o vestido era muito curto, e dava para ver que cobriria apenas metades das minhas coxas.
– Não Demi. É muito curto!- a vi revirar os olhos.
– Pare de bobagens! - Ash disse. – O vestido é lindo, e ficará perfeito em seu corpo.
– É mesmo Selena. Quando entrar na festa irá ver as meninas quase desnudas, que em comparação á esse vestido, não será nada de mais. - fiquei um pouco apreensiva, mas no final acabei concordando, não queria ser uma chata e ficar alugando Demi. Já ela, antes de sair de casa já havia escolhido sua roupa, uma blusa de alças finas roxa, junto á uma saia de cintura alta preta, apenas apertada na cintura e rodada na recaída. Iria com uma bota até um pouco antes dos joelhos.
As peças que escolhemos estavam todas postas em cima da cama, arrumamos as que Miley havia posto pelo quarto.
– Bem já está ficando de tarde. - Ash comentou em quanto olhava para a janela. – E ainda temos muitas coisas para fazer.
– É mesmo. - Demi disse. Suspirando.
Só sei que nunca tive um dia tão atarefado como esse. Nem arrumar a casa se comparava á isso! Era depilação á cera quente, que doeu muiiiiito! Tinha as unhas, mas nessa parte até que não teve tanto trabalho, pois sempre que havia tempo eu fazia as minhas; aprontar os cabelos foi uma matéria um pouco trabalhosa para cada uma de nós, eu nem sabia o que fazer com os meus, se alisava, ou cacheava, Ash também ficou confusa em relação á isso. Mas posso dizer que no final de tudo me diverti! Era engraçado o jeito maluco de Ash, que sem querer borrou as unhas quatro vezes, Miley sem querer queimava um pouco a orelha de Demi em quanto passava a chapinha, já eu nem se fala...Dei cada grito em quanto todas nós depilávamos nossas pernas. Nunca rir tanto, logo eu que não queria nada disso, acabei por entender que com pessoas certas nos divertimos, mesmo que fosse para se emperiquitar toda!
Agora estava de frente para o espelho do banheiro. Analisava-me, atentamente. Como eu havia imaginado o vestido ficou na metade de minhas coxas, deixando minhas pernas completamente á mostras. “Eu não devo me preocupar com isso”, dizia para mim mesma.
Vendo por outro lado, minhas botas caíram muito bem, mesmo o vestido sendo tomara que caia e eu não ter os seios muito avantajados, o bojo realçava meus seios médios, fazendo não ficar uma coisa muito vulgar. Miley disse que nunca havia o usado, e vi quando fui vesti-lo que ainda havia a etiqueta. Meus cabelos estavam mais lisos no começo, e nas pontas cachos. Ash disse que me deixava com um ar sexy, nem digo que corei com esse comentário. Já a maquiagem, eu resolvi que faria sozinha, alias as meninas me ajudaram muito, não queria que parassem de se arrumar por minha causa. Decidi por passar um denilinhador preto nos olhos, em seguida lápis de olho, realçando completamente meus olhos castanhos, que pareciam mais cintilantes com a maquiagem escura. Passei um blush rosa médio, e um brilho incolor, já que ousei nos olhos não poderia usar uma coisa tão exuberante nos lábios. Pronto! Estava devidamente arrumada. Só espero que não tenha demorado tanto.
Quando sai do banheiro, elas estavam conversando sobre algo, mas quando me notaram, der repente pararam. Fiquei um pouco tenebrosa, afinal estaria eu tão mal assim?
– Uau! Quem é você? -Demi perguntou brincalhona.
– Selena você está linda! - Miley diz me olhando.
– Até Justin Bieber olhará para você hoje amiga!- Ash diz, em seu jeito brincalhão. Apenas sorri constrangida. Elas estavam lindas, pareciam que as roupas foram desenhadas para o corpo de cada uma.
– Poxa! - notei Brandi na beirada da cama resmungar. – Queria ir com vocês! - ela disse cruzando os braços, e com um pequeno bico, que achei super engraçado.
– Quando você estiver maior Brandi. - Miley falou, meiga com a irmã mais nova. Brandi apenas sorriu compreensiva.
– Bem agora tem uma questão, Selena não quer ir com os meninos. - Ash falou, olhando para mim. – Eles ficaram de passar aqui daqui á pouco. - ela disse olhando para o relógio.
– Selena vamos com eles! - Demi falou. – Poxa o Taylor ficou tão animado quando soube que você iria. - eu apenas suspirei pesadamente. Isso com certeza eu NÃO poderia fazer.
– Gente, isso eu não posso fazer. – disse, vi Ash me olhar estranho.
– Não tem problema. - Miley disse. – Ryan virá me buscar, mesmo eu dizendo que não precisava ele persistiu.
– Miley, não precisa serio! Se vocês me derem o endereço eu mesmo vou sozinha. - falei, já estava cansada de importunar elas.
– Que isso Selena, deixe disso, você não vai incomodar ninguém! - Miley disse convicta. – Você irá comigo, e pronto! - completou persistente.
– Credo Mily, você está passando bastante tempo com o Ryan. – Demi disse nos fazendo rir, e Miley corar.
Em seguida ouvimos o barulho de uma buzina. Demi sentiu o celular vibrar. Vi ela olhar para o aparelho, e em seguida sorrir.
– Bem gente, eles chegaram! - a ruiva afirma.
Então saímos do quarto de Miley, descendo os degraus daquela escada. Todas nós conversávamos alegres, Demi falava sobre Chaz ter mandado algumas indiretas, mas a morena e todas nós paramos de falar quando notamos o primo de Miley, Joe que estava sentado em um dos sofás da sala. Ele trajava uma calça jeans azul, uma blusa preta pólo, e tênis brancos. Ele parecia já ter nos notado desde que estávamos descendo as escadas.
Vi Demi fechar um pouco a cara, e ignorá-lo. Ele também não parecia querer nossa atenção, pois apenas olhou para Miley, lhe perguntando se queria carona para festa.
– Não, Ryan irá me buscar. - ela respondeu educadamente.
– Então nos encontramos lá.- ele disse já se dirigindo para a porta, porem parou antes ir. – E tome mais cuidado com quem você anda. - ele não fez a menor questão de ser discreto quando olhou diretamente para Demi. Vi a ruiva respirar pesado.
– Desculpe por isso Demi. Ele é um idiota. Com certeza te escutou dizer que iria para a festa com o Chaz e ficou todo nervoso. - Miley dizia.
– Ele é um idiota mesmo. - e Demi disse. – É melhor irmos logo, Ash. Os meninos estão esperando. - falou mais calma. Ash apenas sorriu feliz.
Eu e Miley fomos com elas até a porta, de lá dava para avistar o carro preto que estavam as esperando. Despedimo-nos com um ‘até já’. Elas foram todas felizes, posso dizer que estavam lindas.
– Bem, agora ficou só nos duas. - Miley disse. – Ryan, já deve estar vindo. - falou empolgada.
– Você gosta muito dele? - perguntei vendo sua face alegre, em só falar no namorado.
– O amo! - ela diz alegre, parecendo uma menininha. – Sabe o que é um simples gesto alegrar seu dia? - ela pergunta contente. Então automaticamente lembrei-me de quanto Justin entrelaçou sua mão á minha. Talvez eu soubesse afinal.
Fui despertada de meu desvaneios quando nós duas escutamos uma buzina soar.
– Deve ser ele. - ela diz já com um sorriso nos lábios finos, porem franziu o cenho. – Esse não é o carro do Ryan. - ela diz ainda olhando para o carro que vinha em nossa direção, então quando o carro se aproximou ainda mais, foi aí que lembrei que já havia visto esse carro, e no momento meu coração parou! Não! O destino não brincaria tanto assim comigo. Porem com o carro já a minha frente, eu já não tinha duvidas.
A porta da parte de trás do carro foi aberta, saindo de lá um loiro, que era da minha sala, e sabia que era o Ryan. Corei um pouco quando o vi, me lembrando que ele sabia do ‘segredo’. Quando o loiro me viu, ficou um pouco surpreso.
– Ryan, o que aconteceu? Por que não veio em seu carro? - Miley perguntou.
– Acredita que ele empacou bem agora? Como não queria me atrasar, pedi o carro do Teme emprestado, mas ele disse que nem morto me deixaria dirigir. - ele falou a ultima parte um pouco sem graça com a minha presença.
– Espero que ele não se incomode por estar levando a Selena. - Miley disse.
– Ele com certeza não irá se incomodar. - Ryan diz me olhando de um jeito cúmplice. Então uma das janelas do carro foi aberta.
– Dobe, vamos logo eu não... - a voz rouca dele soou fazendo meu corpo todo se arrepiar.
Quando olhei em sua direção, quase perdi o ar me deparando com seus olhos penetrantes.
Meu coração batia forte em meu peito, em quanto meus olhos ainda se mantinham presos aos dele, minha respiração ficara ainda mais pesada quando seus cor de mel analisaram sedutoramente meu corpo, dos pés a cabeça. Senti meus lábios umedecerem só de imaginar receber agora um beijo seu. Seu olhar era carregado de desejo, e sabia que seu beijo seria igualmente voraz.
– Selena você está bem?! - Miley perguntou tocando em meu ombro.
– Si-im! - me amaldiçoei por ter gaguejado.
Ryan abriu a porta da parte de trás do carro, Miley logo entrou, eu já iria segui - lá, mas antes que o fizesse, a porta do lado do motorista foi aberta, Ryan apenas sorriu para mim. Posso dizer que esse era o momento mais constrangedor que havia passado, sem falar que meu coração ainda batia fortemente em meu peito. Então entrei, sentando-me ao seu lado, não ousei em olhá-lo na hora nem tinha coragem para isso, enquanto minha mão fechava a porta do carro, percebi que a mesma tremia. Rapidamente botei o cinto de segurança, fiquei meio atrapalhada, mas consegui.
Mesmo não me virando para trás, notei que Miley conversava animadamente com Ryan. E eu fiquei sentada ali, paralisada, olhava apenas para frente, nem ousava dar um leve espiada de canto, pois parecia que em qualquer e minúsculo movimento me denunciaria. Mesmo sem olhar, sabia que ele deveria estar com um sorriso idiota no canto dos lábios, achando graça da minha timidez. Ou talvez ele soubesse que na verdade era ‘ELE’ quem me deixava desse jeito.
Mordi meus lábios, me sentindo um pouco nervosa, só mesmo eu para passar por isso mesmo! Meu sábado começou totalmente diferente, e estava indo em um rumo que eu jamais imaginaria. Desde quando pensava que iria nessa festa? Ainda mais no carro DELE. A vida é mesmo irônica.
“- Eu não vou á festas. - Nem com ele, e nem com ninguém.” - as palavras soaram automaticamente em minha mente. Ri internamente com isso.
O carro já seguia entre as ruas iluminadas, e eu tentava a todo custo prestar atenção somente nisso, mas se tornava uma tarefa extremamente difícil quando eu tinha a plena certeza que seu olhar estava sob mim. Respirei profundamente. Ele realmente era um louco, nem se quer estava disfarçando. Vi quando o mesmo olhou indiscretamente para minhas pernas quando as cruzei, e inconseqüentemente o vestido subiu um pouco, naquela hora quase pensei que sua mão atreveria me tocar, na presença de outros. Mas não o fez porem era visível sua inquietação. Apenas continuava a olhar para janela, me concentrando ao máximo para não olhá-lo.
Enfim a tortura acabou, quando ele deu a curva em uma esquina, e paramos bem em frente á outra mansão! Eu sabia exatamente que passamos pouco tempo dentro do carro, porem parecia que havia passados anos dentro do mesmo. Suspirei em quanto tirava o cinto de segurança, realmente me sentia aliviada. Abri a porta do carro, mas antes de botar os pés para fora, senti segura-lo meu braço. Dei uma rápida olhada no banco de trás, vendo que Miley estava muito ocupada em sair do carro, então olhei para ele por um instante. Vislumbrando sua face de traços perfeitos, que me olhavam daquele jeito atraente que ele tinha. Ele olhou rapidamente para parte de trás do carro, e antes que eu conferisse também, ele me roubara um beijo rápido, onde só pude apreciar seus lábios nos meus por alguns instantes. Eu sabia que deveria sair antes que alguém nos percebesse, por isso sem dizer nada, pus minhas pernas para fora do carro, me saindo deste em seguida, sentindo meu coração dar pulos.
Já fora do carro podia observar a grande casa á minha frente, a iluminação era bem visível, fora é claro o som alto que parecia estremecer toda mansão. Porem pude também perceber uma pessoa que estava em frente à residência, e vinha caminhando rebolando, em um salto consideravelmente grande. Trajava um vestido cor creme brilhoso totalmente colado ao corpo, acompanhado do salto cristal, tinha que admitir que ela estava muito bonita. Alias Jasmine sempre foi.
Quando parou a nossa frente, ficou por um tempo me olhando com uma expressão que não soube decifrar, mas em seguida seu olhar voltou á mim como sempre fora. De desdém é claro.
– É Ryan, estou vendo que está deixando qualquer um participar de sua festa. - ela falou em sua voz de deboche.
– Eu convido quem quiser se não está satisfeita, que se retire. - ele disse o que me surpreendeu muito. O olhei como se agradecesse seu gesto, ele apenas retribuiu com um pequeno sorriso. É talvez nem todos os ‘populares’ fossem tão idiotas como eu pensava. Jasmine não respondeu nada, apenas continuava a me encarar com o seu olhar superior. Porem observei a face da ruiva mudar, quando a notei mirar a atenção para outro ser, que parecia vim logo atrás. E eu sabia muito bem quem era. Era ‘ele’. Jasmine ficou completamente iluminada, parecia até mesmo outra pessoa, nunca na minha vida poderia imaginar que a veria serena.
– Ainda bem que já chegou amor. - ela diz com uma voz doce. Posso dizer que ela não estava fingindo, parecia mesmo que a presença dele lhe transmitia alguma alegria. Talvez no final das contas, ela realmente o amasse.
Eu queria não olhar, ignorar por completo, fingir que isso nem se quer me incomodava. Mas era impossível, só de vê-los assim tão pertos fazia meu coração se contorcer. Ela enlaçou as mãos em seu pescoço, percebi que o mesmo disse alguma coisa, as mãos dele que estavam sobre os ombros brancos dela, afastou um pouco. Vi também que por cima do ombro dela, ele me olhara, não era nem arrogante ou desafiador, e sim um olhar preocupado. Apenas desviei minha atenção dos dois, pois sabia que ela já beijava e desfrutava dos lábios dele. Os mesmos lábios que tocaram nos meus momentos atrás. Fechei os olhos sentindo algo dentro de mim se quebrar. Eu sempre soube, e imaginei-os dois juntos, porem ver de tão perto, era algo completamente diferente. Parecia que tantas coisas haviam mudado, e agora percebo que nunca mudou, era apenas eu fantasiando algo que nunca existiu.
– Mily, vou entrar e ver se encontro as meninas. - disse vendo que fazia o máximo para minha voz não fraquejar. Tudo o que eu mais queria era sair dali, se não com certeza as lágrimas que se formavam em meus olhos, derramariam.
– Sim, também quero vê-las. - ela diz, analisando um pouco minha expressão, porem não disse nada. Ryan veio logo ao nosso lado.
– Ryan, seus pais irão pirar se descobrirem sobre essa festa. –escuto Miley dizer em quanto adentrávamos a enorme casa.
– Que nada, há essas horas eles estão bem longe. - ele diz em seu jeito brincalhão.
A casa estava lotada, havia um enorme espaço onde as pessoas dançavam quase se espremendo uma nas outras, em quanto a musica tocava tão alta que fazia meu coração pulsar fortemente. Passamos pelas pessoas, Miley pediu para que segurasse sua mão, se não era bem capaz de nos perdemos, em quanto passava tudo o que via era alguns vultos de pessoas dançando ao ritmo da musica. Assustei-me quando senti alguns engraçadinhos passarem a mão pelo meu corpo, e alguns puxarem de leve meus cabelos. Fiz o máximo para sair o mais rápido possível dali. Quando em fim saímos daquele monte de pessoas, consegui até respirar melhor.
–Nossa como isso está cheio. - falei agora, olhando quantas pessoas havia na pista de dança.
– E olha que a festa só esta começando. - Ryan diz empolgado. Olhei ao redor, percebendo que estava em frente a um bar onde dava para ver o quanto de bebidas alcoólicas havia, além de o atendente ficar fazendo algum tipo de malabarismo idiota com as bebidas nas mãos. Mas ao fundo era possível ver pufes coloridos espalhados, e de lá consegui enxergar uma cabeleira loira, e reconheci Ash.
– Acho que eles estão ali. - disse, falando um pouco alto, para que Miley ouvisse. Ela também olhou na mesma direção da minha.
– Sim, acho que é a Ashley. Ryan você vem?- ela pergunta.
– Acha mesmo que vou te deixar sozinha? - ele diz, abraçando-a por trás. Eles realmente faziam um belo casal. Sorri um pouco feliz por eles.
Fomos até onde estava Ash, e que por acaso estava junto de Demi e os outros meninos inclusive Taylor.
– Até que em fim chegaram. - Ash dizia, a mesma estava sentada em um dos pufes, e o que me deixou um pouco chateada foi ver um copo de alguma bebida alcoólica em suas mãos.
– Gente quero que conheçam os meninos. - Demi disse animada, ela pelo menos bebia um energético. – Esse é o Chaz. - falou apontando para um garoto que parecia ser alto, e de estatura forte, não era todo malhado porem também não era muito magro. Mas o que me chamou atenção foi o fato de seus cabelos serem cinza.(isso mesmo cinza,e ele não é velho tá gente).
– Prazer. - ele diz educado, apertando minha mão e em seguida a de Miley. – Ryan a festa está ótima. - ele diz animado. Porem o loiro não parecia muito contente em estar perto deles, digo de ‘Chaz, Justin Russo e Taylor’, percebi isso pelos olhares que trocaram.
– Esse é o Justin Russo. - Demi continuava com as apresentações. O tal Russo estava em um pufe ao lado de Ash, o mesmo segurava um coquetel na mão esquerda, e me parecia que ele estava bem contente.
– Quantas moças bonitas por aqui. - ele fala com seu jeito agitado. E em seguida me cumprimenta beijando a minha mão. Já a de Miley ele apenas apertou.
– E bem o Taylor acho que vocês já conhecem. - Demi diz olhando insinuante para mim.
Apenas balancei a cabeça negativamente, me sentindo um pouco constrangida com isso.
Quando o olhei, fiquei um pouco desconcertada com o jeito em que seus olhos castanhos me olhavam, Taylor era realmente atraente.
– Se me permite dizer, você está linda. - ele pronunciou em sua voz gentil, porem não deixando de ser penetrante e viril. Eu como sempre apenas corei e abaixei a cabeça. Vi que o mesmo cumprimentou Miley, e não hesitou e cumprimentar Ryan.
Em seguida, já estávamos acomodados nos pufs, conversando sobre coisas banais.
– Acredita que essa é a primeira festa que a Selena vai na vida!- Ash diz em seu jeito hiperativo de ser. E com certeza amanha lhe daria umas belas bofetadas, por ter espalhado sobre isso.
– É serio Selena?- o garoto chamado Chaz, fala um pouco surpreso. Apenas fiz um simples movimento confirmando. – Ah, então você tem que curtir direito! - ele diz, e quando um garçom que passava ali naquela hora, ele pegou uma das taças de bebidas que estavam na bandeja.
– Tome você merece curtir de verdade. - ele diz me entregando a taça, que havia uma bebida azul.
– Não, eu não bebo. - disse recusando na hora.
– Ah Sel, uma não irá te matar. - Ash diz.
– É apenas essa. Vamos não seja boba. - o Chaz falou. Fiquei um pouco desnorteada com todos eles falando sempre algo para me convencessem, o pior foi perceber que até Miley bebia uma daquelas bebidas.
– Ok. - disse, antes mesmo de me dar conta do que havia acabado de fazer. Suspirei fundo, já me sentindo péssima por que iria fazer porem a maldita imagem que tanto tentava esquecer naquela noite, me assombrou novamente. E lá estava ela, o beijando para que todos vissem, o acariciando e abraçando-o sem esconder. Por que era ela que era a ‘namorada’ dele. Respirei fundo mais uma vez, sentindo já lágrimas nos olhos, e sem pensar duas vezes, tomei daquela bebida, sentindo não só o gosto amargo e quente do álcool como também percebendo o quão doce era.
– Calminha aí. - e essa era voz de Demi. Então percebo que havia tomado tudo em um gole só. Senti minha cabeça doer um pouco, porem não liguei muito para isso. Continuávamos a conversar, e em alguns momentos sempre sentia os olhos castanhos de Taylor sobre mim.
– Ah não! Essa música eu VOU ter que dançar. - Ash diz já se levantando. Tocava uma musica da Britney Spears, se eu não me engano se chamava 'radar'.
– Calma aí loirinha, eu vou contigo. - Russo diz também se levantando.
– E aí Demi, quer dançar? - escuto Chaz perguntar. Vi Demi sorrir, e em seguida lhe dar a mão.
Vi Taylor me olhar, e rapidamente desviei o olhar. Espero que ele tenha capitado a mensagem."nem pensar que eu iria dançar. "
– Miley, vamos ver se encontramos alguns amigos meus. - ele perguntou se levantando. Miley apenas se levantou junto á ele. – Selena que ir?- o loiro me convida.
– Não, quero ficar por aqui mesmo. - disse. Eu sabia exatamente quem era os amigos do Ryan, e dentre eles se encontrava Justin, que com certeza estaria com a namorada. E fora que já tinha perturbado Miley e Ryan muito, e não queria estragar a noite deles. Então eles foram também, ficando assim apenas eu e Taylor naquela área. Ele me surpreendeu um pouco, quando se aproximou mais, se sentando ao meu lado.
– Percebi que dançar para você, está fora de cogitação. - ele diz. Eu apenas sorri.
– Eu com certeza seria um desastre. - disse, e não sabendo bem o porquê me sentia a vontade ao seu lado.
– Eu duvido. - ele diz um pouco mais serio, em quanto me olhava seriamente. Corei um pouco, por causa do jeito intenso de me olhar.
– Diz isso por que nunca me viu dançar. - disse tentando, quebrar um pouco o clima que havia pairado no ar.
– Serio mesmo que é sua primeira vez em uma festa? - ele perguntou, casualmente.
– Sim.- respondi. –Não gosto muito desse tipo de coisa. - falei o olhando, e vejo o pequeno sorriso que formara em seus lábios.
– Sabe, é por isso que te observo tanto. - ele começa dizendo, porem seus olhos não me encarava mais, talvez por se sentir tímido pelo assunto que ele resolveu por começar. –Você é completamente diferente ‘dessas’ meninas. Você é linda, e poderia sair com quantos garotos que quisesse, mas não... você é diferente.- disse agora me olhando. –E isso, me fascina. -tremi um pouco quando ele se aproximou mais de mim. Suas palavras foram bonitas, me senti especial, porem quem poderia me dizer que não foram apenas palavras falsas? Ele era um garoto gentil, mas eu mal acabara de conhecê-lo. Por isso virei minha face, impedindo que ele beijasse meus lábios.
–Desculpe-me. - ele sussurrou.
– Não se preocupe. - disse sincera, também não queria julgá-lo mal sem nem antes dar uma chance para conhecê-lo de verdade.
Porem algo estranho algo estranho aconteceu. Um garçom que passava na hora deixara cair discretamente um bilhete no meu colo, iria perguntar porem ele já havia ido. Vi Taylor me olhar estranho, enquanto eu desdobrava o papel.
‘Espero que esteja se divertindo muito com ele. ’
Era o que havia escrito no papel. E eu sabia exatamente de quem era essa letra, até dava para escutar seu frio e arrogante tom, se ele mencionasse essa frase para mim. Foi quando olhei diretamente para frente, onde pude observar alguns jovens bebendo em frente aquele bar, e dentre eles os meus olhos capturaram seus olhos caramelados e frios, respirei um pouco nervosa. Ele apenas fez um leve manejo com a cabeça, como se fossem para segui-lo.
–Algum problema, Selena? - Taylor pergunta um pouco preocupado.
– N-não, é nada. - disse ainda me sentindo um pouco nervosa. –Er..eu vou ter que ir no banheiro por um momento..- digo, meio desnorteada, ainda mantendo meus olhos presos naquele mesmo local onde ‘ele’ estava minutos atrás. Taylor me olhou um pouco estranho, porem não argumentou.
Apenas me levantei, amassando aquele pedaço de papel em minha mão direita. Afinal ele estava me espionando?- me perguntei, em quanto caminhava dentre algumas pessoas me sentindo levemente tonta, não sabia se era a música alta, ou toda aquela movimentação em minha frente, ou até mesmo aquele copo de Martini que tinha tomado.
Parei um pouco segurando no corrimão de uma escada, mas a dor de cabeça permanecia, e aquele som alto só piorava a situação, fora os esbarroes que recebia. Com certeza eu não servia para festas mesmo. Quando iria voltar a caminhar, parei, quando por reflexo o vejo no alto da escada. No momento tremi levemente de susto. Ele apenas virou em um dos corredores, e eu sabia exatamente que era para segui-lo. Olhei ao redor vendo que as pessoas apenas dançavam, e outras quase caiam de tão bêbadas que deveriam estar. Então comecei a subir as escadas, ainda com certa dificuldade, mas não cai ou tropecei em nenhum degrau.
Assim me direcionei pelo mesmo caminho dele, o sinto segurar meu pulso.
– Vem. - a voz rouca e seria dele falou, em quanto o mesmo me puxava, e subimos mais um lance de escada; viramos em outro corredor, mas esse era mais estreito, viramos mais uma vez, para ele enfim parar em um corredor que dava de frente para fora da mansão, e de lá pude avistar o jardim que há essa hora estava sem ninguém. Eu ainda estava ofegante e um pouco desnorteada por ter dado tantas voltas.
Continuei a olhar para o jardim em enquanto apoiava meus cotovelos na pilastra de concreto, mas também podia sentir sua respiração em meu pescoço.
– Pensei que estivesse com sua namorada. -disse ainda mantendo minha atenção para frente.
– E por isso foi logo se esfregando em outro? - ele pergunta em seu tom irônico e arrogante. Virei-me o olhando seriamente.
– Eu não estava me esfregando em ninguém. Se estava me espionando, deveria saber disso muito bem - disse um pouco irritada.
– Eu não quero perder meu tempo, falando desse idiota. - ele diz ainda arrogante, sua atitude me surpreendeu um pouco, mas foi aí que percebi que o mesmo segurava um copo na mão esquerda, e pela cor deveria ser uísque. – Quase enlouqueci quando você entrou no carro.
Queria te ter ali mesmo. - ele diz rouco, sussurrando em meu pescoço, estremeci apenas com isso. Então ele rir, enquanto enlaçava a mão direita em minha cintura. – Engraçado. Pensei em lhe ouvir dizer que não fosse á festas. - falou agora me encarando, com aqueles olhos cor de mel. Era tão bom tê-lo ali, perto de mim. Sem querer minha mão agiu sozinha quanto lhe acariciou a face. Ele pareceu um pouco surpreso.
– Vamos dizer que fui obrigada. - disse, enquanto meu polegar acariciava levemente seus lábios. ‘Meu deus o que estou fazendo?’- me perguntava. Ele apenas me olhou com os olhos caramelos meios cerrados, tão intensos que me prendiam completamente, então aquele sorriso de canto se formou em seus lábios.
– Vamos dizer que se você não viesse à maioria dos garotos dessa festa, lamentariam em não vê-la tão gostosa nesse vestido. - disse, me fazendo ficar um pouco constrangida com seu modo pervertido de dizer. Ele se aproximou cada vez mais de mim, fazendo com que seu hálito quente me embriagasse.
– Você me deixa louco. - sua voz saiu novamente rouca, enquanto as pontas de nossos narizes se tocavam, me fazendo ansiar ainda mais pelos seus lábios. Então em seguida eles vieram como uma droga viciante que esperava em ter naquela noite.
Abracei suas costas querendo senti-lo ainda mais perto de mim, já sua mão que enlaçara minha cintura se atrevia a tocar sem permissão minhas pernas que estavam desnudas, subindo devagar até chegar a meu quadril, então sinto sua outra mão acariciar minhas costas, deveria ter feito o favor de se livrar daquele copo. Separamo-nos um pouco, para recuperarmos o fôlego, mas logo em seguida já nos beijávamos, queria aproveitar cada vez mais seus lábios nos meus, ele também parecia ter o mesmo querer, me beijava com muito desejo, dando leves mordidinhas em meus lábios, e apertando minha cintura junto ao seu corpo me fazendo quase perder o controle.
– Você não sabe o quanto me deixa doido. - ele sussurrava, enquanto beijava meu pescoço. Então unimos com urgência mais uma vez nossos lábios, porem dessa vez o mesmo fez algo que eu não esperava, enquanto acariciava a curva da minha cintura, subiu ambas as mãos rapidamente até o vão do meu vestido, onde Justin o puxou para baixo, fazendo com que eu soltasse um grito de susto entre nossos lábios, quando senti meus seios nus tocarem em sua blusa branca. Antes que eu o empurrasse, ele segurou minhas mãos, porem não as machucavam.
– Calma. - ele diz baixo em meu ouvido, ainda mantendo seu corpo grudado ao meu. – Só estamos nós dois aqui.
– J-Justin is-so... - tentei falar em quanto meus lábios tremiam, mas ele me calou dando um leve selinho, e em seguida mordendo levemente meu lábio inferior. Eu apenas tremia não acreditando no que estava acontecendo. Ele continuava por me acariciar, beijando a ponta do meu queixo, descendo seus lábios até chegar ao meu pescoço, deixando por lar um rastro de fogo por onde seus lábios se encostavam. Já á mim, tentava me mexer, não ser tão fraca me deixando levar pelas suas caricias, porem ele parecia saber onde exatamente tocar para deixar-me completamente à mercê. Minhas mãos amoleceram nas suas, e sem hesitar ele começou a subir as suas, até chegar a meus ombros parando, e em seguida descendo vagarosamente, tocando meu colo e em seguida meus seios.
‘Isso é errado, isso é errado, isso é errado... ’- repetia varias vezes para mim mesma, mas só o que pude fazer fora fechar os olhos, em quanto sentia seus polegares circulando cada um de meus mamilos. Mordi os lábios, me repudiando por quase gemer. Mas o que não podia evitar, era o fato do meu corpo inteiro se arrepiar. Ainda tocando meus seios, ele me beija nos lábios, só que dessa vez com mais intensidade, em um movimento rápido puxou minha cintura me fazendo sentar em cima da pilastra.
Enquanto segurava minhas costas, descia levemente seus lábios para o vale dos meus seios, me fazendo tremer levemente, porem não consegui segurar o gemido quando o mesmo abocanhou um de meus seios, me fazendo arquear levemente.
Sua boca era quente, me fazendo enlouquecer, enquanto sua língua me fazia delirar, contornando o bico do meu seio rijo. Devagar e torturante, ele fez a mesma coisa no meu seio direito. Minhas mãos apenas se agarravam com força nas suas costas, enquanto mordia os lábios e ofegava. Então ele voltou a novamente beijar meus lábios, eu apenas o correspondia quase não acreditando no que acabara de acontecer. ‘Deus! Estou ficando louca’ - pensava, enquanto sentia minha língua se enroscar na dele. Então o empurrei levemente com a intenção de levantar a barra de meu vestido, e me cobrir, porem ele me impede segurando uma de minhas mãos, e se aproximando novamente.
–Sinta, o quanto você me enlouquece. - ele sussurra em meu ouvido, enquanto sinto minha mão tocar por cima de sua calça jeans, seu membro ereto. Nesse instante sinto minha respiração parar, em quanto ainda sentia sua mão por cima da minha.
– Não Justin!- digo nervosa, puxando minha mão tremula, e em seguida subindo a barra do vestido, cobrindo meus seios. –Nada disso deveria ter acontecido. - digo já um pouco angustiada, vendo que tínhamos passado dos limites.
Ele apenas pegou o copo que estava em cima da pilastra e bebeu o resto de uísque que havia nele. Mas também podia notar o quanto estava irritado, posso dizer que estava mais bravo do que da ultima vez que nos encontramos. Então sem dizer nada, ele caminha em direção a saída da pequena sacada, só que desta vez fui eu que o impedi. Sentia-me culpada por ter deixado as coisas irem tão longe.
– Justin, aonde vai? - pergunto um pouco nervosa, sem saber o que fazer. Porém ele me olhou daquele jeito frio e arrogante.
– Procurar por outra que termine o ‘trabalho’. - disse sarcástico, enquanto com certeza deveria estar vendo meus olhos se enchendo de lágrimas.
Eu apenas continuava o olhando, não acreditando no que o mesmo havia acabado de dizer. Ri secamente, me dando conta de quão burra eu fui. Sexo. Era apenas isso que ele queria, e quando já tivesse me deixaria em paz. Fui muito tola de não ter percebido isso antes. O que ele queria afinal? Contar para os coleguinhas que tinha conseguido transar com a nerd da sala?
– Quer saber? Vai! E aproveita e conta para todo mundo, sobre o que você sabe sobre minha mãe! Eu não ligo! Já cansei disso tudo. - disse com raiva, cuspindo as palavras em sua face. Ele apenas continuava a me olhar, só que desta vez serio. Nem aguentava olhar para seu rosto, por que me enojava. Quando ia sair dali definitivamente, o idiota me puxa pelo braço me prensando contra parede. Seu hálito de álcool agora era um pouco mais forte.
– Você é tão ingênua. - ele diz acariciando meus lábios com o polegar. – Acha mesmo que sua amiguinha irá te perdoa depois de saber que tivemos um caso?
– Isso não é um caso! Você me ameaça esqueceu?- disse tentando me soltar. Ele apenas sorriu.
–Não era o que você estava falando momentos atrás. - ele disse ainda usando o mesmo tom irônico.
Aquilo me feriu ainda mais, por ter sido a plena verdade. Quando eu percebi as lágrimas já rolavam pela minha face. Tudo estava tão confuso, e a dor de cabeça ainda por cima começava a voltar. Eu sentia meu corpo fraco novamente. Então vi que ele me olhava serio.
– O que foi? Está se sentindo mal? - ele perguntou, me segurando pelos ombros quando quase cai.
– Não é da sua conta. - disse querendo o empurrar, mas nem isso eu conseguia fazer.
– Deixe de ser irritante. - ele fala agora em seu tom frio, pegando meu braço e rodeando em seu próprio ombro.
Ele me ajudou a descer as escadas, porem não voltamos no mesmo caminho que viemos, descemos, mas um lance de escadas dos fundos da mansão, que deu perto do jardim. Então paramos, mas mesmo assim ainda sentia minhas pernas um pouco fracas. Ele me olhou por um momento.
– Eu vou... - e ele mesmo se interrompeu. – Esquece você vem comigo. - ele diz me ajudando a caminhar, foi aí que percebi que estávamos indo em direção a entrada da mansão. Parei de súbito.
– Justin vão nos ver. - falei o olhando.
– Não me importa. Eu não devo satisfação para ninguém. - falou, me ajudando novamente a caminhar. Eu queria protestar, porem não conseguia.
Quando passamos em frente à mansão, dava para ouvir nitidamente o som alto, e algumas pessoas dançando, porem pareciam tão envolvidas em seus próprios mundos, que acho que não nos perceberam. E se tivessem o feito, eu me sentia tão inerte que com certeza não perceberia. Enfim paramos, quando estávamos do lado de seu carro negro.
– Não Justin, não posso voltar com você. - disse percebendo o quanto fraca minha voz saia.
– Deixe de ser teimosa. - seu tom foi de impaciência, enquanto me conduzia até a porta do carro que já estava aberta. Colocou-me sentada no banco do carro, botando o cinto de segurança logo em seguida.
Quando já estava dentro do carro, pondo-se a dirigir. Fiz o máximo de esforço para meus olhos o observassem atentamente. Esse garoto só podia ser bipolar mesmo! Uma hora estava por me prensar na parede, e me dizer coisas horríveis, e agora me tratava desse jeito. Vi o mesmo me olhar de canto.
– Tire uma foto que, dura mais. - ele diz, lançando mais uma de suas respostas espertinhas.
Apenas revirei os olhos. Só que dessa vez eu não ria, pois enquanto minhas pálpebras se fechavam lentamente, aquelas malditas palavras que saíram de seus lábios agora assombrava minha mente. Fazendo-me sentir como se fosse uma qualquer.
Capítulo 9 - Sentimentos
Sentindo uma leve ardência nos olhos despertei, mas ainda mantive meus olhos fechados. Nunca tinha dormido tão bem, todo meu corpo parecia leve como se eu estivesse passado a noite em uma nuvem. Espreguicei-me devagar, esticando os braços e as pernas.
- Pensei que não fosse acordar! - a voz dele disse.
E pude jurar que meu coração quase saiu pela boca! Sentei de supetão me sentindo assustada. Eu não acredito que me esqueci de onde estava, e só agora olhando aquela cama com o lençol azul marinho levemente emaranhado, lembrei-me dos acontecimentos de ontem. E a primeira pessoa que vejo aquela manhã é Justin Bieber vestindo apenas a calça jeans escura da escola.
Desviei meu olhar dele corando um pouco, não só pelo fato dele está sem blusa, mas sim dos beijos e toques ousados que ele me dera ontem antes da ruiva chegar.
Ainda me pergunto como o deixei me tocar daquele jeito. Só de lembrar sentia meu rosto esquentar. “Esse garoto mimado esta me dominando.”- pensei em quanto olhava de canto, o mesmo vestindo a camisa da escola, em seguida pendurando no ombro a jaqueta negra de couro.
- Por que não me acordou? - disse forçando para minha voz sair rabugenta, mas era apenas para disfarçar o constrangimento.
- Por que estava muito ocupado para isso. - a voz dele também saiu emburrada.
Bufei me levantando, não sei o porquê mais não queria encará-lo. Talvez pela agarração de ontem ou pelo fato de estar um pouco chateada com essa nossa historia toda, ou talvez seja os dois. Tentei passar o mais longe possível dele enquanto estava seguindo em direção ao banheiro, mas ele fez o favor de segurar meu braço.
Ainda um pouco hesitante, o olhei nos olhos. Mas ele estava com um sorriso de canto nos lábios.
- Não sabia que você fosse uma visita tão mal educada, nem me deu bom dia ainda. - ele diz com aquele ar irônico, e aquele maldito sorriso maroto ainda estava em seus lábios.
- Idio-
Antes que eu pudesse completar a palavra ele já estava com os lábios colados nos meus, eu ainda tentei me distanciar, mas ele me tentava, entrelaçando a sua língua com a minha, me fazendo arrepiar. Quando se distanciou ainda mordeu meu lábio inferior.
- Agora você pode ir se arrumar. - disse ainda com aquele sorriso idiota na cara.
Eu apenas saí o mais rápido possível, para ele não notar o quanto vermelha minha face deveria estar. “O que ele esta fazendo comigo?” - me perguntava em quanto me despia, naquele banheiro.
Deixei a água morna percorrer pelo meu corpo, me relaxando em quanto que de olhos fechados pensava em tudo. E as imagens de ontem me vinha á mente. Quando nós estávamos discutindo, do jeito em que fiquei sem ação em quanto ele me tocava, e de quando Karin chegou. Essa ultima parte me deixa um pouco triste, em vez de feliz. Afinal se ela não aparecesse era capaz de ter acontecido algo em que eu me arrependeria. [?] No final de todos esses pensamentos a conclusão que cheguei era única: estava confusa! Parecia haver fatos rodando pela minha mente, e eu simplesmente não tinha respostas.
Saí do box, me secando e em fim pondo a roupa da escola. Cheguei mais perto do espelho para passar um gloss e percebi algumas marcas vermelhas em meu pescoço. Suspirei em quanto botava meu cabelo para frente, cobrindo-as. Parecia até que Justin queria que alguém visse.
Depois de arrumada, sai do banheiro, já com as mochilas nas costas. Mas fiquei parada no mesmo lugar quando o vi sentado na poltrona olhando para o nada, ele parecia estar pensando em algo, Justin não expressava aquele ar arrogante e nem frio, porem estava serio. Quando me aproximei, o mesmo me notou, e levantou-se.
- Iremos chegar atrasados, não é mesmo?- perguntei.
- Se você não dormisse tanto. - e ele ainda diz, mas em sua face fria, vi brotar um sorriso de canto. É. Realmente ele ama me irritar.
- E se você tivesse me acordado. -culpei.
Ele nada mais disse em quanto já descíamos as escadas. Mas fez uma coisa que me deixou corada mais uma vez. Entrelaçou nossas mãos. Olhei-o de canto, mas ele continuava serio, como se não estivesse fazendo nada de mais. Ele me guiou até a sala de jantar, a mesma como o resto de toda aquela mansão gritava dinheiro. A mesa estava cheias de alimentos, que jurei que para mim dava para um batalhão. Mas só havíamos nós dois. A mesma empregada de ontem a noite apareceu, em quanto eu e Justin nos sentávamos á mesa.
- Senhor Bieber, seu pai disse que não pode vim ontem por que houve um imprevisto. - ela disse com formalidade. Justin apenas respondeu, com um sorriso seco. Estranhei um pouco aquele fato, realmente a relação dele com o pai não parecia a das melhores.
Depois disso ela e mais outra mulher, começaram a servi o café da manhã. Apenas mantinha minha cabeça baixa, elas deveriam estar pensando milhares de coisas sobre mim. Ou talvez não, afinal quantas garotas Justin já deveria ter levado para sua casa? Senti-me um pouco triste com esses pensamentos. Coisa que eu não deveria sentir alias é só a realidade. Senti seu olhar em mim, em quanto o mesmo tomava um gole de seu suco soda. Apenas o evitei, era o correto a se fazer, não queria me iludir imaginando coisas inúteis.
Quando terminamos, ele ainda continuava a segurar minha mão á dele. Fiquei um pouco incomodada com aquilo, afinal Justin não era assim, porem não disse nada. Não queria que o mesmo virasse uma pedra de gelo que nem estava ontem á noite.
Nem fomos para garagem, pois um carro esportivo preto estava estacionado bem á nossa frente, e dele saiu um chofer. O homem alto e moreno deu um ‘bom dia’ para Justin, o mesmo apenas acenou quanto adentrava o carro. Entrei no carro, só que dessa vez sentava-me ao seu lado.
- Não vamos nos atrasar. - ele disse, com um sorriso de canto. Porem antes mesmo de perguntar, ele arranca fundo, fazendo com que minhas costas afundassem no encosto do banco. Minha face assustada deveria estar engraçada, pois ele quase ria em quanto dirigia rapidamente, dando curvas que quase me faziam cair para o lado.
Como já havia previsto entramos em uma rua bem perto do Instituto, porem a mesma não continha movimento, alias ninguém podia nos ver. Quando ele parou o carro, ainda sentia meu coração bater forte, ele realmente era um louco para correr naquela velocidade.
Depois de calma, fiquei olhando para frente, por que sabia que ele estava me observando. Era um pouco constrangedor, ainda mais depois de ontem. E ele parecia saber como me deixava com seus olhares.
- Já vou indo. - falei já com a mão direita segurando a tranca da porta do carro. Mas ele me impediu segurando a ponta do meu queixo e fazendo encará-lo.
Ele me olhava um pouco serio, eu apenas, ficava presa em seus olhos. Pensava em ontem de como ele ficara totalmente maluco ao me ver conversando com Taylor, do jeito em que me tocara ontem, deixando um rastro de fogo em cada toque seu em meu corpo. Senti minha respiração pesar, em quanto a dele chocava-se contra á minha. Primeiro apenas mordeu meu lábio inferior, fazendo com que eu soltasse um pequeno gemido de ansiedade, mas depois segurando minha nuca ele me beijou com fome e desejo como sempre me beijara.
- Nos encontramos no fim das aulas. - ele falou quando eu já estava saindo do carro.
Fiquei parada lá, em quanto via seu carro partir. ‘Estou ficando louca.’ – pensei em quanto me dirigia para o Instituto.
Ao chegar, o mesmo se encontrava cheio. Logo pude enxergar Ash e Demi, de longe dava para ver o quanto animadas estavam. Quando minha amiga loira me viu, acenou me chamando. Dei um pequeno sorriso, e fui em direção á elas. Sem saber explicar me sentia leve, e incrivelmente feliz. Ao me aproximar elas sorriram.
- Nossa, que sorriso é esse?!- perguntou a ruiva marota.
- Hm?!- perguntei.
- É mesmo, está até corada.- Ash ainda diz.
- É coisa da cabeça de vocês. – falei, querendo mudar logo de assunto.
- Ah Selena você não acredita! – Ash falava totalmente empolgada. - Eles aceitaram. - completou, histérica e ainda deu pulinhos. Mas logo parou ao perceber minha cara de desentendimento.
- Não acredito. – a ruiva falou balançando a cabeça negativamente. - Ela esqueceu...
- A festa! – e Ash disse dando um leve peteleco na minha testa. - Os meninos aceitaram de cara ir com a gente.
- Já disse que não vou. – falei simplesmente. Elas me olharam com uma cara de tacho.
- Nada disso. – Demi disse. - Já falei que você não ficará sozinha em um canto. E o moreno ficou todo feliz.
- Você falou o que com ele exatamente?- perguntei um pouco histérica. Era sempre assim, quando eu acabava de sair de um problema sempre vinha outro em seguida.
- Ué, falei com Chaz que é um colega dele e do justin (russo). E por acaso estavam os três juntos nessa hora. Aí o Taylor perguntou se você ia, eu disse que sim. Então amanhã á noite na minha casa eles passam para nos pegar. - e ela ainda piscou.
- Eu não vou. - disse. - Tenho muitas coisas para fazer nesse final de semana. – tentei explicar, mas Ash me olhava com um olhar que eu conhecia muito bem. Ela não desistiria dessa idéia nem tão cedo.
O sinal tocou me salvando daquele assunto, que eu sabia que elas iam continuar persistindo.
As primeiras aulas foram tranquilas, não sei por que, mas me sentia diferente, e mesmo tentando prestar atenção ao máximo no que a Profª Harikelly dizia tudo o que eu via era Justin me beijando naquela cama, minhas mãos passando em suas costas nuas e do jeito em que ele fazia com que eu me arrepiasse por inteira, do modo em que ele entrelaçara sua mão á minha hoje de manhã, do jeito em que me olhara tão profundamente. Suspirei e novamente tentava entender do que a professora falava, mas me deu uma vontade imensa de olhar para trás.
Hesitante, dei uma rápida espiada por cima do ombro, e ele estava lá com os braços cruzados dando aquele ar de irresponsável, e corei ao notar que o mesmo me olhava, e quando percebeu meu olhar deu aquele sorriso de canto. Rapidamente me virei olhando á minha frente, onde a professora dizia algo relacionado á medula. Já sabia que ficaria o final de semana inteiro lendo algumas paginas do livro de biologia.
...
- Ah! A casa dele deve ser uma mansão! - Ash falava empolgada em quanto segurava sua coca na mão esquerda.
- E, é. - Demi disse, rindo um pouco do jeito histérico de Ash. Já estávamos no refeitório, e eu já estava de saco cheio de tanto elas falar dessa festa. - Vocês já sabem com que roupa irão?
- Eu estou pensando em ir com um vestido vermelho. -a loira falava.
- E eu já disse que não vou nessa festa. - disse, e em seguida tomando um gole do meu suco de laranja.
- Você vai sim! - e Ash ainda falou.
- Selena já falamos com os meninos. - a ruiva disse.
- Gente é serio, não quero ir, ainda mais com Taylor. - tentei pela milésima vez explicar, mas antes que elas falassem mais alguma coisa, vi uma menina de cabelos castanhos se aproximar. Demi que estava ao meu lado também percebeu.
- Miley? - a ruiva perguntou.
- Miley Cyrus?! - Ash disse toda hiperativa novamente. A menina apenas a olhou um pouco corada.
- Demi, eu er ..queria perguntar sobre a festa. - a Miley falou um pouco encabulada. - Você irá?
- Vou sim, - Demi começou, e deu espaço para Miley sentar ao nosso lado.
- Você vai ir lá pra casa como sempre? Er.., para nós nos arrumamos juntas, você sabe que sou horrível em escolher roupas. – pude jurar que Miley ficou parecendo um pimentão.
- Eu não sei. – agora Demi estava de cabeça baixa, e notei que a mesma parecia triste.
- É por causa do Joe, né? - Miley disse um pouco cabisbaixa.
- Ah quer saber, eu não quero nem saber do seu primo, eu vou te ajudar sim!- agora a morena dava um sorriso. Demi olhou para mim e para Ash.
- Se vocês também quiserem ir, estão convidadas.
- É uma boa ideia. Será divertido. - propôs Demi.
- Com certeza nós vamos. - Ash disse, e pude jurar que vi seus olhos brilhando.
- Eu já d –
- Pare de ser chata! – a loira disse um pouco com raiva. Depois disso não disse mais nada, só ficava escutando a ladainha delas falando de roupas, calçados, acessórios, e sobre a FESTA!
...
As ultimas aulas era com o Profº Danniel, que ensinava Geografia. É claro que tentei ao máximo prestar atenção, e até que estava conseguindo, mas Ash e Demi tiveram a grande ideia de começar a me mandar bilhetinhos falando sobre a FESTA!
- Selena você tem que ir!. – essa era a letra de Ash.
- É mesmo, logo agora que a gente marcou com os meninos. – essa era de Demi.
- É mesmo! E outra o que, quê tem você ir com o Taylor?
E agora eu tinha que responder, mas uma vez que não queria ir. Seria muito simples falar: 1° Eu não estou á fim de ir! E sobre o Taylor, tipo o Justin não ia gostar nada, nada disso e falaria para a escola toda que minha mãe é uma alcoólatra!!! Será que se eu escrevesse isso elas largariam do meu pé?! É, mas isso estava fora de cogitação.
- É simples, eu não quero ir! E o Taylor não tem nada haver. - escrevi, e discretamente passei o papel para ela. Vi quando ela leu, e ouvi muito bem o grunhido que ela deu. Depois de alguns minutos, já estava novamente o bilhete nas minhas mão, só que desta vez não deu para mim ler, pelo simples fato do professor tomá-lo de minhas mãos.
- O que tanto será importante, para as senhoritas, Selena, Ashley e Demi atrapalharem a minha aula? - o professor falou, fazendo com que toda a turma voltasse à atenção para nós três. - Eu acho egoísmo de vocês não partilharem com os seus colegas o assunto tão importante, não é? – ele ainda diz, desdobrando o papel. Olhei para Demi e Ashley significantemente, mas elas estavam envergonhadas de mais. Ouvi uma risada cínica ecoar pela sala, e nem precisei olhar para saber que era a Jasmine.
- Isso vai ser muito bom. - ela ainda fala debochada.
- Vamos lá, - o professor disse. - Você tem que ir! – ele diz imitando voz de mulher. - É mesmo, logo agora que a gente marcou com os meninos. – e ainda continua com a imitação. - É mesmo! E outra o que, quê tem você ir com o Taylor? – a sala inteira ria, e eu apenas ia escorregando minhas costas na carteira de tanta vergonha. - É simples, eu não quero ir! E o Taylor não tem nada haver. – nem ousei a me virar para olhar para cara de alguém. Meu deus o Taylor deveria estar me achando uma idiota. - Ah Selena o Taylor é caidinho por você. – alguns alunos soltaram um ‘Oooh’, e eu juro que vou matar a Ashley!!! - E além do mais talvez nessa festa role um clima entre vocês. – o professor terminou com as insinuações, e voltou a ficar serio. Mas a turma parecia um pouco surpresa com as ‘revelações’ - Da próxima vez que isso acontecer dou suspensão para quem estiver zanzando com bilhetinhos por aí. Escutaram bem?- apenas fiz que ‘sim’ com a cabeça.
- É Jaden acho que você não é o único a ter mal gosto. - e a morena se pronunciou, fazendo alguns alunos darem risadas. - Achar essa nerd bonita, só sendo cego mesmo.
- Ô inveja! - Demi falou, fazendo a turma inteira rir.
...
Depois de ter que ficar aturando algumas pessoas ficarem me olhando insinuante, as aulas daquele dia em fim acabaram, fazendo todos ficarem eufóricos, afinal além do final de semana ainda teria a tal FESTA do Ryan. Saí apressadamente para que Ash e Demi não ficassem no meu pé. Foi uma tarefa fácil, afinal eu não estava indo para casa e sim para o campus, encontra Justin. Não sei por que um sorriso brotou em meus lábios, suspirei em quanto adentrava no bosque.
Escorei minha mochila no tronco de uma árvore em quanto o esperava, talvez para provocá-lo eu perguntasse do por que me encontrar agora, se nós ficamos juntos ainda hoje de manhã, ele com certeza inventariar uma resposta espertinha. Estava tão distraída, que quando ele me abraçou por trás, me assustei.
- Está com medo de algo? – ele sussurra em meu ouvido, em quanto mordia de leve a ponta de minha orelha, me fazendo estremecer.
- Eu já disse que não tenho medo de você. – respondi, soltando seus braços que estavam á minha volta. Ele apenas deu aquele sorriso de canto, em quanto já me prensava contra árvore.
- Você deveria ter. – ele disse já próximo, fazendo com que a nossas pontas dos narizes roçassem uma na outra.
Ele contornou meus lábios com a língua, entreabrindo-os. Apenas cerrei os olhos, recebendo em seguida seus lábios vorazes que devoravam os meus, em um beijo quente, suas mãos grandes e grosas pegaram em minha cintura fazendo com que nossos corpos nos aproximassem mais.
Agarrei-me ás suas costas largas, abraçando-o enquanto o mesmo descia os beijos para meu pescoço, fazendo meu corpo todo estremecer. Ele ainda me prensava naquela árvore, nossos corpos estavam tão colados que com certeza não havia um milímetro de espaço entre nós dois, ele ainda pôs uma perna entre as minhas, fazendo ficarmos mais íntimos. Escorregava a mão traçando um caminho entre meu quadril a até tocar meu seio direito - que ainda coberto com a blusa da escola-.
- J-Justin, não deixe marcas. - avisei um pouco ofegante em quanto sentia o mesmo desferir leves mordidinhas pelo meu pescoço.
- Por quê? - perguntou se afastando um pouco para me encarar. - Está com medo que alguém veja? – ele enfatizou o ‘alguém’. Apenas suspirei, sabendo exatamente onde esta conversa daria.
- Estou dizendo, por que não pega bem eu andar por aí cheias de marcas no pescoço. – falei o olhando seria. Ele apenas ergueu uma sobrancelha, porém agora me olhou com mais seriedade.
- Você vai á festa com ele? – perguntou, com o cenho franzido.
- Eu não vou á festas. – respondi. - Nem com ele, e nem com ninguém. - ele me olhava como se devesse acreditar ou não.
Apenas peguei minha mochila que ainda estava escorada na árvore, pondo-a nas costas.
- Aonde pensa que vai? – perguntou me olhando daquele jeito arrogante.
- Embora. – disse, o encarando sem medo. Vi que ele deu um sorriso de canto, mais um sorriso de desdém.
- Às vezes acho que você esquece quem manda né? – falou com aquele ar arrogante, e segurou-me nos ombros, me impedindo.
- Você não manda, me ameaça, é diferente. – disse usando o mesmo ar de cinismo que ele. Mas ele apenas me puxou para mais perto, e com o polegar acariciou levemente meus lábios, permanecendo com os olhos vidrados neles.
- Será que ameaço mesmo? – falou já bem próximo dos meus lábios. - Estou começando a duvidar disso, Gomez. – ele ainda botou aquele sorriso maroto nos lábios. “Convencido” – pensei, em quanto ele se aproximava devagar como se quisesse me provocar, e mesmo que me partisse o orgulho, tinha que admitir que aqueles lábios tão pertos dos meus me tentava.
Não vejo nada de mal em dizer isso, alias ele é um garoto atraente, e foi o primeiro a me beijar. Apenas isso, nada mais!
Inconseqüentemente ia me aproximando e antes que pudesse encostar-se a seus lábios ele ainda sorriu de me ver tão fraca perto de si, porém não me afastou, ao contrario puxou-me pela nuca me beijando fervorosamente, em quanto suas mãos estavam em meus cabelos me incentivando a cada vez me perder naquele beijo. Atirou minha mochila no chão, e me prensou na árvore novamente, só que desta vez suas mãos estavam mais inquietas, e o mesmo ousou em quanto me beijava, tocar- me por debaixo da blusa, quando chegou ao meu sutiã, o afastei.
- Não Justin!- disse me afastando mais dele. Ele não disse nada, mas pude perceber que ficou um pouco irritado. - é melhor eu ir embora. – disse me sentindo um pouco nervosa, peguei minha mochila do chão, o olhei mais uma vez, mas ele nem se quer me olhava, estava ocupado de mais botando a própria mochila preta nas costas.Virei-me, e sem olhar para trás, saí do bosque, passei pelo campus, mas o mesmo se encontrava vazio.
Posso dizer que me sentia um pouco decepcionada com a atitude dele, o que ele queria? Que eu fosse pra cama com ele? Justin sabia muito bem que fora o primeiro a me beijar, então sabia também que nunca tive relação com ninguém. E não era por que ele me ameaçava que faria uma coisa dessas, beijos são uma coisa, agora sexo é outra completamente diferente.
Botaria o segredo da minha mãe em risco, se esse fosse o caso. Mas não sei por que me sentia desapontada com o jeito dele, pensava que ele não agiria assim comigo. Mas fui uma burra que só por que ele pediu desculpas ontem à noite, e me tratara de uma forma, digamos ‘romântica’, eu já fui achando, mesmo sem querer, coisas que não tem nada haver. Com certeza ele agiu desse jeito só para me enganar mesmo! Com certeza ele devia ter planejado isso. Suspirei irritada, porem me assustei quando ouço uma buzina ao meu lado. Meu coração quase saltou quando ele abriu a janela do carro. Olhei para os lados me dando conta que estava no mesmo lugar onde ele havia me deixado.
- Entre. - ele falou, sem me olhar, apontando sua visão para frente.
- Não precisa. – falei, notando que minha voz saíra um pouco triste.
- Não seja teimosa, entre logo! – dessa vez ele me olhou, demonstrando impaciência. Bufei, e entrei no carro. Não ficaria ali o dia inteiro discutindo com ele.
- Por que está fazendo isso? – perguntei, o encarando, mas ele prestava atenção apenas na direção.
- Por que eu quero. - responde como se fosse à coisa mais significativa do mundo. Bufei mais uma vez irritada, mas vi o sorriso quase imperceptível que ele deu.
Em quanto ele me levava para casa, evitei-o focando minha atenção para onde passávamos. Ele não me pareceu incomodado com isso, apenas dirigia, olhando para frente. E eu me perguntava o porquê disso agora. Ele nunca se pôs a me levar para casa e estava fazendo isso agora. Quando parou enfrente á minha casa, eu o olhei para agradecer pela carona, mas foi aí que vi sua expressão, ele parecia preocupado com alguma coisa.
- Tenho que te falar uma coisa. - ele se pronunciou agora me fitando. Apenas afirmei com a cabeça, para que ele dissesse logo. Antes de falar, ainda suspirou pesadamente. - Nos viram!- assim que ele disse, por um segundo pensei que meu coração pudesse pular para fora da boca. Como assim nos viram? E o que era mais preocupante, quem nos viram?!
- Quem? - perguntei já me sentindo nervosa. Só de pensar que Ash pudesse ter nos visto, me deixava completamente angustiada, ela nunca me perdoaria.
- Foi um amigo meu. - ele disse. - O Ryan. Ele já tinha me visto com você duas vezes, uma na biblioteca e outra ontem; ele disse que por pouco a Jasmine não nos viu. Ela fez o favor de me seguir ontem. - disse a ultima frase irritado.
Bem por um lado eu respirei melhor, alias não foi Ash e nem Demi. Já pelo outro, tenho certeza que o tal Ryan deve estar pensando de mim. Olhei para Justin que parecia querer saber o que tanto, eu pensava.
- Você não vê? – perguntei. - Isso não dá mais certo, o seu amigo já sabe, e por pouco sua namorada não ficou sabendo também. E eu sei que serei a mais prejudicada nessa historia. – disse, mas ele apenas ignorou, e me pareceu ficar bravo.
- Você parece sempre querer mil e umas maneiras para se livrar de mim, não é? Mas não vai conseguir. – sua voz rouca pronunciou.
- Droga, Justin. O que você quer afinal? Já provou que pode me irritar quando quer que, me beija quando quer, e já me humilhou varias vezes! O que mais você quer? Que quando a escola toda descubra que eu seja chamada de vadia por aí? – perguntei, transtornada.
- Ninguém vai descobrir! E eu já disse que quem dá as regras sou eu! Não se preocupe que do jeito que você é irritante, eu vou me cansar logo. – senti meu sangue ferver essa hora! Como ele pode falar assim? Já sentia lágrimas enxerem os meus olhos, mas não de tristeza e sim de raiva, dele e de mim mesma! Por que mesmo que eu quisesse mentir para mim mesma, não podia mais me enganar. Ele mexia comigo, e muito! Sem olhar para ele abrir a porta do carro, mas ele em seguida fechou-a com força! Olhei para ele com raiva enquanto as lágrimas já escorriam. Mas ele segurou fortemente os meus braços, me puxando.
- Justin, está me machucando. – falei, mas ele já estava a me beijar e seus lábios pareciam famintos. Me debati, querendo me soltar, mas ele me segurava com força, me deixando impossibilitada. Ele me beijava com tanta força, que chegava a machucar meus lábios. “burra!”- pensei comigo mesma, em quanto já me deixava levar por ele. Ficamos assim por algum tempo até o ar nos faltar. Quando se afastou, de olhos fechados percebi que nos dois estávamos a ofegar. Ele ainda me deu um selinho antes de voltar a se sentar no banco do motorista.
- Ninguém irá descobrir. - ele ainda sussurrou. Apenas afirmei com a cabeça, enquanto deixava á vista minhas pupilas.
- É talvez não. - comentei, passando as mãos pela minha blusa que ás estas horas devia esta completamente amassada.- Er.. agora eu posso ir?- perguntei um pouco sem jeito, alias era estranho ter que pedir autorização. Ele que estava olhando para frente, me olhou de canto.
- Não sei não, - disse ajeitando a jaqueta preta ao corpo, - Terei que esperar dois dias para te ver novamente. – soltou. O fitei um pouco chocada, e ele percebeu o deslize que cometeu, e posso dizer que foi a primeira vez o vi ficar sem graça. Então resolvi que agora seria a hora perfeita para mandar uma resposta espertinha para ele.
- Bem eu não ligo para isso não. Até acho bom ficar longe de você. – falei pegando minha mochila, notei que minha voz saiu em um desdém total. Vi que ele riu.
- Será mesmo? – ele perguntou me olhando, de um jeito penetrante que só aqueles olhos cor de mel sabiam. - Acho que você está merecendo um castigo. – sugeriu, me olhando ainda serio, fato que me fez rir. - Que tal te trancar no portas malas até segunda feira? – olhei para ele, me fazendo de ofendida.
- Você não seria capaz de tal ato. – disse. Ele apenas se aproximou.
- Não duvide de um Bieber. - sussurrou no meu pescoço, me arrepiei. Porem me afastei antes que ele me beijasse novamente, por que se não nunca sairia daquele carro.
- Então tchau Bieber. - disse sorrindo em quanto abria a porta. Ele não me impediu como da outra vez, mas quando estava em frente a porta da minha casa, olhei para trás, vendo que o mesmo ainda estava ali, do outro lado da rua, com a janela do carro aberta, me olhando.
“Definitivamente ele esta me deixando louca” – “em todos os sentidos.”- complementei já abrindo a porta de casa.
Ao entrar, notei que a pia estava suja, então com certeza ontem á noite ou hoje de manhã minha mãe resolvera dar ás caras. Suspirei subindo as escadas, ao chegar no meu quarto, vi um bilhete em cima da escrivaninha junto á algumas notas de dinheiro.
“Talvez voltarei á noite.” – a caligrafia estava meio borrada, como se ela estivesse com pressa. Joguei o papel no mesmo lugar de antes. Era estranho ela ter deixado um recado dessa vez. Ela nunca foi de fazer isso.
Apenas me joguei na cama, fechando os olhos. Hoje com certeza fora um dia cheio, e é só por que eu e ele passávamos algumas horas juntos, pois garanto que se ficássemos junto o dia inteiro, não nos agüentaríamos, por que brigaríamos a metade do dia. Sorri com esse pensamento, só ele mesmo para me fazer perder a calma, com aquele jeito arrogante e convencido de ser. “ Orgulhoso, teimoso, misterioso e malicioso!!!” O ultimo adjetivo então... acho que é o mais descreve ele, como Justin pode ser tão pervertido? Alias que garoto não é? Levantei-me sentindo minhas bochechas corarem com esses pensamentos. Depois de uma ducha, arrumei a casa rapidamente, sentindo-me esgotada daquela semana que foi A semana!! Resolvi descansar, o final de semana com certeza será tempo suficiente para estudar.
...
No outro dia, digo Sábado, acordei já fazendo algumas tarefas naquela casa que em certos lugares parecia que estava abandonada. Como o quarto da minha mãe por exemplo. O mesmo continuava do mesmo jeito, uma cama de casal simples, um guarda-roupas, escrivaninha, um criado mudo e um pequeno abajur, a única coisa que faltava nele era ela deitada naquela cama com meu pai, me dizendo para eu ir dormir, ou ela se levantaria na hora e tomaria a vassoura das minhas mãos e diria para eu sair com Ash para algum lugar. – sorri amarga com essa lembrança, é engraçado ver que as coisas agora eram completamente diferentes.
Depois da casa arrumada e de ter feito um lanche, substituindo o almoço, já que só havia eu em casa, resolvi assistir um pouco de TV. Deixei em um canal que passava um programa de comedia. Só não esperava que dez minutos depois tivesse alguém batendo em minha porta.
“ Quem será?” - perguntei-me estranhando aquele, fato. E quando a porta já estava aberta me surpreendi com a pessoa á minha frente.
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