quarta-feira, 15 de maio de 2013
Capítulo 8 - Visita
Saí daquele instituto deixando as lágrimas correrem livremente, com meus sentimentos atordoado ainda podia perceber olhares estranhos que os alunos me davam, mas eu não ligava por estar chorando, tudo o que mais queria era saber o por quê ?
Por que ele estava fazendo isso comigo? Eu era apenas mais uma garota normal e sem graça, havia varias meninas no colégio bem mais interessantes que eu. Então por que ele escolhera logo á mim?
Passei a mão no rosto limpando mais uma lágrima que escorria, abri a porta de casa e sem pensar duas vezes me tranquei no quarto e joguei-me na cama, não querendo pensar em nada. Mas era uma tarefa quase impossível de fazer, fechei os olhos lembrando-me de suas palavras:
‘Há, e não se preocupe com que roupa usar hoje à noite. Por que elas não ficaram bastante tempo em seu corpo. ’
Não. Eu não queria isso! Meu corpo tremia só na possibilidade disso acontecer, para ele eu sou apenas um brinquedinho, que irá ser usado e jogado fora. E eu não me entregaria para uma pessoa assim, tudo o que mais queria era que alguém me ajudasse a curar minhas feridas, me salvasse de todos os problemas que estou passando, mas Justin nem de longe é assim, para mim ele é um típico mauricinho orgulhoso e egoísta, que tem a vida perfeita e não precisa se esforçar para nada.
Ninguém sabe quanto dói se sentir usado, eu sei que muitas pessoas já passaram por isso, mas só descobriam que estavam sendo usadas depois. Eu não, eu estou sendo obrigada a se servir de objeto. Eu queria muito saber jogar esse jogo, e dar o troco, mas não sei por que a cada dia que passa isso se torna mais difícil.
Solucei, limpando mais uma vez as lágrimas que teimavam em cair, olhei para janela percebendo que a claridade cada vez diminuía, logo seria noite.
...
Exatamente 22:00h havia um carro preto e luxuoso em frente á minha casa, os vidros fumê estavam fechados, impossibilitando de ver quem o habitava.
Abaixei os olhos vendo em cima da cama uma pequena mochila branca onde botei minhas coisas, a duvida era eminente àquela hora, tudo que mais queria era encontrar uma saída para isso tudo. Olhei novamente para a mochila, e respirando fundo peguei-a e sai de casa.
Em quanto me aproximava do carro sentia o ar cada vez mais faltar, meu coração batia acelerado, e minhas pernas bambearam quando ao vi sair do carro.
Justin como sempre estava bem arrumado, com uma camiseta pólo branca, uma calça jeans escura, e como sempre a jaqueta de couro preta. Dando um ar rebelde porem dava para perceber de longe que ele era rico, não só pela roupa de marca, como também pelo luxuoso carro preto que estava estacionado em frente a minha porta. Para minha sorte a rua se encontrava praticamente deserta, não havia quase ninguém, aqueles que se viam eram trabalhadores que acabavam de chegar de mais um dia difícil.
Quando já estava ao lado dele, abaixei meus olhos em direção ao chão, não queria encará-lo, sabia que não suportaria, e toda essa mascara de indiferença que estava em meu rosto, desmoronaria.
- Entre. - a voz dele estava rígida e fria. Por um minuto ousei em olhá-lo, porem me arrependi, tudo o que saiam daqueles olhos eram raiva e frieza.
Ainda angustiada abri a porta esquerda da parte de trás do carro, porém eu sabia que o certo era ir ao lado dele, mas queria evitá-lo a todo custo. Ele entrou no carro e não reclamou pelo fato de não ter sentado ao seu lado, olhei pela janela a minha casa que agora estava vazia, e quando o carro começou a se movimentar eu fiquei ainda mais nervosa, e não pude conter que as lágrimas caíssem, limpei-as imediatamente.
“O que eu estou fazendo aqui?” – perguntei a mim mesma; Sabia muito bem as intenções dele para esse encontro, e também sabia que ele não parecia estar brincando. Será que valia apena fazer isso pela mulher que diz ser minha mãe? Ela nem se quer sabia onde estava agora. E será que se soubesse se preocuparia? Passaria tudo que estou passando se estivesse em meu lugar?
Mais uma lágrima rolou em minha face, e quando por reflexo olhei para frente, me deparei com seus olhos cor de mel me encarando pelo retrovisor, rapidamente desviei o olhar e limpei mais uma vez meu rosto querendo que aquelas malditas lágrimas secassem. Continuei á olhar pela janela, vendo por onde passávamos, tentando por um momento esquecer tudo isso. Depois de um tempo o carro infelizmente para, respirei fundo mais uma vez.
- Vamos. - ele ainda olhava para frente.
Com as mãos tremulas, consegui abrir a porta do carro, me sentia tão desnorteada que apenas mirava o chão, e o seguia mecanicamente, tudo que estava a minha volta era apenas um vulto, por que o que eu realmente via era as cenas que minha mente projetava, e isso com certeza só me dava mais medo. A única coisa que pude reparar foi na grande mansão em que ele parou em frente.
Sem cerimônia ele abriu a porta deixando-a aberta, assim que passei fechei-a, ele não fazia a mínima questão de me olhar, seguia cada passo firme e rígido, e mesmo sem mencionar sabia que era para acompanhá-lo.
Antes que Justin subisse o primeiro degrau da escada que havia na sala, uma mulher com aparência de ter uns 22 anos aparece vestida em um avental azul.
- Boa noite senhor Bieber. - falou educadamente, ele apenas fez um pequeno maneio com a cabeça. - O senhor deseja algo?
- Não. - respondeu voltando a subir as escadas. Porem parou por um instante e olhou para ela.- Só não quero que me atrapalhem hoje à noite. – e ainda pude jurar que ele me olhou de relance. A empregada olhou-me significadoramente, eu apenas abaixei a cabeça. Sabia muito bem o que ela poderia estar pensando de mim.
- Sim, senhor. - ela já iria sair quando parou bruscamente. - Ah senhor! - chamou. - Seu pai avisou que chegará mais tarde hoje. Disse que ficou preso com alguns trabalhos. - Em resposta Justin apenas deu um sorriso seco, mas pode sentir que havia algo á mais naquele sorriso do que frieza, talvez mágoa?
Justin voltou a subir os degraus, mas por um instante eu parei, e refleti. Será que é assim, mesmo? Ele pode levar para casa todas as meninas que querem, sem ao menos os pais reclamar? Já no alto da escada ele se vira e me olha.
- O que está esperando?! - juro que de todas as vezes que ele estivera comigo, Justin não estava tão ignorante. Hesitei um pouco antes de perguntar, olhei novamente para o chão, ele me olhava como se eu fosse alguma coisa sem valor, me desprezando.
- E seus pais? - perguntei notando que minha voz tremera, mas do que esperado. Ele me olhou dando um sorriso de canto.
- Eles são as ultimas pessoas com quem você deve se preocupar agora. - seu tom era irônico. Mas notava mágoa contida ali. - Minha mãe não esta mais aqui. - declarou, mesmo com um tom impaciente pude perceber sofrimento em sua voz. - E meu querido pai, deve estar por aí com alguma vadia. - completou em quanto capturava meu olhar.
Ok. Vamos supor que isso me surpreendeu bastante, alias ele não tinha a vida perfeita que eu julgava que era. O olhei profundamente, e me sentia um pouco hipócrita por tê-lo julgado tanto, afinal a vida de ninguém era perfeita, ter dinheiro não significa nada.
Diante do seu olhar de impaciência, comecei a subir as escadas, á cada degrau que subia voltava a se acelerar e minhas pernas se enfraqueciam, ficando cada vez mais bambas, ele não me esperou a ficar do seu lado, e seguiu em direção ao corredor esquerdo. Andando nervosamente, notei que aluminação do corredor era um pouco mais fraca do que a da sala, o chão era de madeira bem polida e tinha tapetes bem sofisticados ao decorrer do corredor. Ao olhar distraidamente para os lados vi que havia 5 quartos, dois em cada lateral, e um á nossa frente.
Em quanto via as costas largas de Justin se distanciar á minha frente, sentia um frio na espinha, só de pensar que estava me levando para seu quarto. Sem nenhuma cerimônia ele abriu o quarto que estava á nossa frente, entrou deixando a porta aberta. Ainda tremula e hesitante, entrei. Vi-o sentar em uma poltrona de cor vinho que havia do lado da janela, que no momento esta estava com as persianas fechadas.
Ele me encarou, seu olhar indecifrável, a frieza e a raiva eram evidentes, porem havia algo mais ali.
- Feche a porta. - ordenou. Ainda nervosa e com as mãos tremulas, eu consegui fechá-la. E permanecia ali, completamente estática, encarando o chão, e encostada rigidamente na porta. Pode sentir seu olhar sob mim, não sei realmente o que viu, mas sei que meu medo estava estampado nas minhas feições, mesmo que eu quisesse disfarçá-lo.
Ele se aproximou, eu ainda permanecia encarando o chão, e quando percebi suas mãos estavam escoradas na porta, uma em cada lado de mim, impossibilitando eu que escapasse. Apenas fechei os olhos com medo, em quanto sentia sua respiração se chocar em minha face.
“Será que ele..., ele irá me forçar?!”- pensava angustiada.
Senti o dorso de sua mão acariciar levemente minha face. Abri os olhos de vagar, me deparando com o seu olhar gélido.
- Você parece estar nervosa. - sua voz era cínica. - Por que está tão nervosa assim?- estremeci.
Eu tinha que falar algo. Explicar para ele que Taylor e eu não tínhamos nada, mas mesmo que eu gritasse isso em minha mente, minha voz simplesmente não saia.
- Não quero você tão tensa para o que vamos fazer. - a ironia em seu tom era evidente. - Que tal você tomar um banho para relaxar? Quero você bem relaxada e disposta. - ele apenas riu de canto, me afastou um pouco da porta, antes de sair me olhou de canto e fechou a porta com força.
Ainda encostada na porta olhei em direção aquela cama.
“Há, e não se preocupe com que roupa usar hoje à noite. Por que elas não ficaram bastante tempo em seu corpo.” – “Não quero você tão tensa para o que vamos fazer.”- “Quero você bem relaxada e disposta.”
Escorreguei vagarosamente pela porta, sentia um nó enorme em minha garganta, minha vontade era de gritar e correr, fugir não só dessa casa, mas de tudo..., tudo que me sufocava.
Mas minhas pernas tremiam, assim como meus lábios e minhas mãos. Não. Não podia ficar desse jeito só por causa dessa palhaçada que ele esta fazendo comigo. Respirei fundo, levantando-me segui para a suíte que havia no quarto. Em quanto ia, parei um pouco e reparei o lugar ao meu redor. A cama de casal coberta com um lençol de veludo azul-marinho estava de frente para o grande guarda-roupa marfim e branco, a poltrona cor vinho ao lado da janela, as paredes de uma cor creme, tudo quanto naquele quarto, quanto na casa gritava á dinheiro, porem o que me chamou mais atenção foi um quadro que havia mais ao fundo do quarto.
Caminhei até lá e defini a imagem, era uma praia, onde a água quebrava nas rochas. Li a assinatura do artista: Jeremy Bieber. “Será?” – me perguntei. Será que era o pai de Justin? Só sei que aquela imagem trazia uma sensação boa, como aquela que o mar nos trás. Por um momento ali observando aquela paisagem pude me sentir mais calma.
Com minha pequena mochila nas costas fui para o banheiro, como esperava era bonito e bem decorado, tinha uma banheira em um formato redondo, com as laterais de mármore negro, as paredes brancas. Olhei-me no espelho que havia ao lado do Box, notei meus olhos um pouco avermelhados, por causa do choro. Comecei a me despir normalmente, prendi meus cabelos, entrei no box, liguei o chuveiro recebendo em meu corpo a água morna, tentei relaxar um pouco. Talvez ele estivesse querendo me assustar, fechei os olhos e uma imagem nada agradável surgiu em minha mente. Ele segurando-me fortemente naquela cama, em quanto que com a outra mão desfazia das minhas roupas. “Não!” – Será que ele realmente teria coragem de fazer isso. Lembrei-me de seu olhar de hoje mais cedo, de quando ele passou por mim e Taylor. Aquele olhar foi de um ódio tão profundo que chegou a me dar calafrios. Porem outra imagem surgiu momentaneamente, a imagem de quando eu chorava em seu ombro, e ele correspondia... Aquele abraço.
Desliguei o chuveiro, e me sequei com uma toalha branca felpuda que estava em um armário bege de madeira. Na mochila estava só meu uniforme, e um short azul de pano mole, junto com uma blusa branca que usava para dormir às vezes, e mais duas calcinhas. Na verdade nem sei por que trouxe tudo isso, mas acho que sou muito precavida. Tentei me acalmar em quanto me vestia, quando fui vestir a blusa, fiquei meio em duvida botar ou não o sutiã, a blusa era branca, porem não marcava meus seios. O barulho da porta do quarto me assustou, tratei de botar minha blusa de uma vez. Suspirei fundo, fechei os olhos e tentei me acalmar. Mas minhas pernas me traiam e começavam a fraquejar. Com as mãos tremendas consegui abrir a porta do banheiro, mas senti meu ar faltar.
As luzes estavam apagadas, apenas o pequeno abajur ao lado da cabeceira da cama, iluminava aquele quarto enorme, havia lugares que nem dava para enxergar direito. Porem no meio daquela escuridão dava para distinguir perfeitamente a silhueta masculina que estava deitada sob a cama.
Perdia o ar sem nem mesmo perceber, em quanto meus olhos capturavam vagarosamente seu corpo másculo sobre aquele lençol azul-marinho, Justin estava vestindo apenas uma calça moletom cinza, em quanto o peito estava totalmente nu, seus olhos estavam fechados, não como se estivesse dormindo, mais sim refletindo, seus cabelos loiros estavam molhados, fazendo com que pequenas gotas escorregassem vagarosamente por sua pele branca, passeando pelo seu peitoral, não sabia bem o porquê, mais meus olhos cismavam em seguir cada passo daquela maldita gotinha. “Droga eu estou ficando louca?!”- pensei desviando rapidamente meus olhos daquela região, porém meu olhar encontrou-se com os dele, que parecia estar me encarando á um bom tempo. Eu tinha total consciência da cor de minhas bochechas agora.
Olhei seriamente em seus olhos, queria que ele entendesse que não facilitaria as coisas. Ok, eu realmente estava assustada, mas acho isso tudo que ele esta fazendo uma grande palhaçada. Para mim isso tudo é orgulho ferido, o que ele pensou afinal? Que eu iria ficar que nem essas menininhas obedecendo tudo o que ele diz, que nem uma cadelinha? Estava disposta a esclarecer o que realmente aconteceu com Taylor. Não por obrigação, mas sim por dignidade. Eu sabia o que ele deveria estar pensando de mim, e é somente por isso que vou falar a verdade. Se antes eu estava que nem um coelhinho assustado, agora estava com muita raiva.
- Deite-se. - ele mandou, com o mesmo tom frio de antes.
- Não!- disse simplesmente, e pude ver um pouco de surpresa em suas feições. Ele se levantou, sentando-se na cama.
- Não estou brincando Selena. - pegou o meu braço, mas fiz questão de soltar-me imediatamente. - O que foi? Acha que não tenho coragem?
Antes que eu pudesse me afastar ele já estava segurando meus braços, e me puxando em direção a cama.
- Me solta! - disse com o tom de voz alterado, em quanto me debatia. Ele me jogou na cama ficando por cima de mim. Olhamo-nos intensamente, ele parecia estar furioso não só pela minha atitude recente, mas pelo que aconteceu na escola, também notei que havia um pouco de decepção em suas feições. Ele segura firme meu corpo na cama, impossibilitando que eu escapasse. Olhei para ele profundamente.
- Vá em frente. - falei em quanto senti uma lagrima escorrer pela lateral da minha face. Ele continuou olhando bem em meus olhos. Surpreendi-me quando ele se levantou, sentando-se na cama, e passando as mãos pelos cabelos nervosamente. Senti que esse era o momento em que eu deveria dizer o que realmente aconteceu hoje de manhã. Levantando-me devagar, sentei-me ao seu lado, ele me olhou de canto.
- Não aconteceu nada. Nunca aconteceu. - falei mirando meu olhar ao chão.- Eu nem sabia quem era ele direito. Hoje de manhã ele veio se apresentar dizendo que estava precisando de ajuda em álgebra. - apenas escutei uma risada seca, que ele proferiu. Encarei-o.
- O cara só falta te comer com os olhos. - ele disse me olhando. - Não acredito que você acreditou nesse papinho de álgebra. E pra falar a verdade nem sei se acredito nessa historinha.
- Acredite no que quiser. - falei. - O que eu falo é verdade, agora se você não quer acreditar, isso é problema seu. - e era a plena verdade. Eu não ficaria a noite inteira tentando convencer ele.
- Hum. - murmurou. Mas notei que sua expressão estava menos fria. - Vou supor que seja verdade. Mas isso não explica o fato de você ficar de papinho com ele, eu vi que vocês estavam bem pertinho.
- E o que você queria que eu fizesse? Ah já sei! - disse irônica. - Taylor fique longe, por que eu sou amante do Bieber e ele não ficaria feliz em me ver conversando com você, mas não conta isso pra ninguém ta? - revirei os olhos, cruzando os braços. Ele apenas bufou. Ficamos um bom tempo, calados olhando para frente.
- Eu não iria fazer nada. - falou quebrando o silêncio. Olhei para ele, mas o mesmo continuava a olhar para frente. Eu queria que ele falasse mais alguma coisa, ou talvez um pedido de desculpas, mas seria esperar de mais dele.
Levantei-me, com intenção em pegar minha mochila e ir embora. Afinal as coisas já haviam se resolvido, não havia o porquê de continuar aqui.
- Onde pensa que vai? - ele perguntou.
- Pegar minhas coisas. - falei ainda de costas para ele. - Vou embora.
- Não irá embora á essas horas. - olhei-o de canto, e o mesmo já estava deitado do mesmo modo de antes. Suspirei, eu sabia que ele não me deixaria ir embora. Mas também tinha vários quartos nessa mansão, não era obrigado eu dormir exclusivamente neste.
- Dormirei em outro quarto então. - falei, e não sei por que não tive coragem de encará-lo. Quando estava disposta a me dirigir a porta, ele novamente me impede, só que desta vez, segurando meu pulso.
- Não. Você irá dormir aqui comigo. - olhei-o um pouco assustada.
- Mas você disse...
- Já disse para não questionar, Gomez. - enraivecida desviei meu olhar do dele, e hesitante deitei-me naquela cama. Só que claro na ponta contraria da de onde ele estava. Ouvi quando ele riu da minha atitude.
Deitei-me de costas para ele, percebi quando o mesmo desligou o abajur fazendo com que o quarto ficasse totalmente escuro, suspirei fundo, sentindo todo meu interior tremer. Eu realmente não consigo me entender às vezes, á alguns instantes eu estava por enfrentar ele, e agora me sentia novamente amedrontada.
Fechei os olhos tentando me acalmar, porem tremi de susto quando senti sua mão grande acariciar minha cintura. Quando ia censurá-lo, o mesmo puxa minha cintura, fazendo com que eu ficasse de barriga para cima.
- jus-
Sem nem mesmo me deixar falar, já podia sentir seus lábios roçando nos meus, sua língua ávida pedindo passagem. Devagar, abri um pouco a boca e sua língua quente já estava a procura da minha. Senti uma corrente elétrica quando o corpo dele repousou sob o meu, ele mordeu, provocando, meu lábio inferior.
- Justin, não..- eu tentava falar algo, tirá-lo de cima de mim. Mas ele parecia conhecer todos os meus pontos fracos, beijando-me o pescoço sensualmente, dando leves mordidas. Fazendo com que meu corpo se arrepiasse inteiramente.
- Não estamos fazendo nada de mais. - ele sussurrou, em quanto sentia seu polegar acariciando levemente minha barriga, por dentro de minha blusa. Nesse momento meu corpo inteiro tremeu, e pude ver por cima de minha blusa branca, os bicos de meus seios eriçados.
Justin parecia gostar do efeito em que ele exercia sob mim, novamente eu sentia seus lábios famintos nos meus, e sua língua percorrendo fervorosamente cada canto de minha boca, enroscando-se com a minha. Sentia-me quente, parecia que uma febre arrebatadora havia me atingido, as batidas de meu coração estavam aceleradas, minha respiração falhava á cada minuto em que sentia seus lábios brincando de uma forma tentadora, com os meus. E sentia uma umidade no meio de minhas pernas, que nunca havia sentido antes.
Abracei-lhe as costas, quando as mãos grandes dele ergueram meu quadril de encontro ao seu, fazendo-me sentir toda sua virilidade rija, que estava coberta por aquele moletom cinza, gemi e senti todo corpo dele estremecer.
- Quero senti-la. - ele sussurrou com a voz rouca.
Senti sorrateiramente sua mão enfiar-se por debaixo de minha blusa, senti uma mistura de pavor e excitação em quanto sua mão ia de encontro ao meu seio esquerdo, minha respiração estava acelerada, fazendo com que meus seios subissem e descesse, ele escorregava a mão devagar sob minha barriga, fazendo com que minha excitação aumentasse á cada instante. Até que...
- Justin!!!- uma voz soa de trás da porta.
Eu levei um susto, saindo de meu estado embriagante. Em quanto Justin, este bateu com o punho serrado no travesseiro enquanto soltava um palavrão baixo, que foi impossível de eu não ouvir. Já quem estava na porta, nem precisava abrir esta, para eu saber quem era a figura, a voz irritante que chamou por Justin, eu infelizmente reconheceria em qualquer lugar. Jasmine.
A verdadeira namorada dele, a garota que deveria estar aqui nessa cama, não eu. Justin poderia dizer mil vezes que ela não importava, mas no final das contas era ela a quem ele apresentava as colegas como ‘sua namorada’, eu era apenas uma coisa que ele usaria e depois jogaria fora. E o pior, eu estava cada vez mais fraquejando diante dele, dos seus toques... Ele realmente sabia conquistar as mulheres, já não me surpreendia mais em ver a maioria das garotas da escola caindo de amores por ele. Olhei de relance para porta, que ele abriu bem pouco, impossibilitando que Jasmine me visse. Pelo tom que ele usava, considerei que estava brigando com ela, e inventado qualquer desculpas para que ela fosse embora. Ela com certeza presumiria que ele estaria com alguma garota, e iria embora, fingindo não se dar conta de nada. Afinal, ela era a namorada, e quem estivesse na cama com ele, era apenas mais uma vadia.
Com este pensamento, fechei os olhos, sentindo que os mesmos, estavam cheios de lágrimas, limpei-as rapidamente. Ouvi o barulho da porta se fechando, mas continuei com os olhos cerrados. Tudo o que mais queria agora era dormir, e poder apagar da mente tudo o que aconteceu. Senti-o deitar na cama, concentrei em manter minha respiração calma, para que parecesse que realmente estava dormindo.
Mas antes de dormir tudo o que pude sentir, foi o carinho do dorso de sua mão em minha face.
No próximo capitulo...
- Ah a festa vai ser de mais!!!- Ash delirava. - Com certeza esse é o papo mais comentado em todo o instituto. Nem acredito que vamos.
- Ashley já disse que...
- Não venha dar uma de chata agora!
...
- Você irá à festa?- perguntou-me em quanto continuava com o corpo próximo ao meu.
- Eu não vou a festas. - disse em quanto seu polegar acariciava meus lábios.
...
- Você está um arraso neste vestido. - Demi falou.
- Com certeza até Justin Bieber cairá em cima. - ela e Ash caíram nas risadas. E eu cada vez tinha mais consciência, que o melhor era voltar para casa.
...
- Pensei em ouvi-la dizer que não ia á festas. - sua voz rouca mencionou, em quanto que na mão esquerda ele segurava um copo de Whisky.
- Vamos dizer que fui obrigada. - falei, sentindo-me meio tonta.
- Vamos dizer que se você não viesse à maioria dos garotos dessa festa, lamentariam em não vê-la tão gostosa nesse vestido. - ele falou, em quanto se aproximava cada vez mais de mim, fazendo com que seu hálito me embriagasse.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário